Prefeito de São Sebastião diz que medicação para intubação pode acabar em dois dias

RENATO FONTES
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Sebastião (litoral norte de São Paulo), gestão Felipe Augusto (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (19) que os medicamentos necessários para realizar a IOT (Intubação Oro-Traqueal) em pacientes com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) estão em falta na cidade. Segundo o prefeito, o estoque pode acabar até segunda (22). "Nosso estoque dura até amanhã, de domingo para segunda-feira, e será utilizado apenas com os pacientes já entubados. O problema é que a falta destes medicamentos demanda a extubação, ou seja, terá que retirar esse paciente que está em estado grave e intubado e passar para as máscaras de respiração. Um risco enorme", disse o prefeito em entrevista à CNN neste sábado (20). A secretaria municipal da Saúde informou que os medicamentos em falta são propofol, rocurônio, atracúrio e pancurônio, que auxiliam na sedação do paciente para que seja intubado devidamente e, sem essa medicação, não há como realizar esse procedimento. Ainda segundo a pasta, a prefeitura vem entrando em contato com fornecedores de todo o Brasil para que o município seja reabastecido, porém, o que alegam é que não há matéria-prima para esses produtos. De acordo com a prefeitura, com essa situação alarmante, a UTI Respiratória do município, a partir de agora, não terá condições de realizar internações que dependam de intubação. O paciente que vier a necessitar desse procedimento médico precisará ser cadastrado na Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), do governo do estado, aguardar uma vaga no hospital de referência mais próximo para transferência e internação. Por conta desse estado de colapso no sistema de saúde, o governo municipal alerta para que os seus cidadãos sigam todos os protocolos sanitários e permaneçam em casa para que seja possível conter a transmissão e o agravamento da pandemia na cidade.