Prefeitos pedem nova regra de vacinação sem necessidade de guardar segunda dose

Renata Mariz
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BRASÍLIA. A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) solicitou ao governo federal que mude as regras de armazenamento de segunda dose do programa de vacinação contra a Covid-19. A sugestão é para que estados e municípios não sejam mais obrigados a guardar 50% dos insumos recebidos para aplicar o reforço. Com isso, os gestores locais consideram que será possível acelerar a vacinação.

"Uma possibilidade, por exemplo, é a recomendação do uso imediato como primeira dose de 90% dos lotes que forem disponibilizados pela vacina Coronavac, reservando 10% para as segundas doses", aponta o documento, salientando a necesssidade de padronizar a aplicação do reforço em 28 dias.

"Já a vacina da AstraZeneca é fundamental que também seja padronizado o prazo de 12 semanas entre o intervalo entre a primeira e a segunda dose, o que também possibilita que todo o estoque seja utilizado, não havendo necessidade de reserva para a segunda dose", diz a nota.

A FNP considera que a medida é possível devido ao ritmo mais acelerado que se espera na produção das duas vacinas já aplicadas em território nacional. A carta é endereçada ao presidente da República, Jair Bolsonaro; ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ainda oficialmente no cargo; e ao ministro já indicado, Marcelo Queiroga.

"Atentos a tudo isso, e acompanhando o fluxo de produção em território nacional, tanto pela Fiocruz quanto pelo Instituto Butantan, que já se encontra em ritmo mais intenso, prefeitas e prefeitos apelam para que o Ministério da Saúde promova a reavaliação das atuais diretrizes e lidere uma nova estratégia de uso das vacinas", pedem os gestores.