Prefeitura anuncia venda de terreno para construção de novo residencial no Porto do Rio

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RIO — Após o lançamento do Rio Wonder, ao lado da Rodoviária, que já teve todas unidades de sua primeira torre vendidas, a região do Porto ganhará mais um residencial. Nesta quarta, o prefeito Eduardo Paes anunciou a venda de um terreno de 7.100 metros quadrados da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) para a construtora Cury — a mesma do Rio Wonder. O projeto, ainda não concluído, é de um condomínio residencial com até três quartos, e 800 unidades. Essa é a primeira vez, desde 2015, que a Cdurp consegue vender Certificados de Potencial Adicional Construtivo (Cepacs) de seu estoque, operação que financia investimento público no Porto e que ficou estagnada desde 2015.

O terreno, que fica entre o Passeio Ernesto Nazareth e a Via Binário, custou cerca de R$15 milhões e envolveu a venda de 20.500 Cepacs, o que permite aumento de número de pavimentos do edifício. Como o projeto ainda não está concluído, não há todos os detalhes, mas a expectativa é de um prédio de 65 metros de altura e 800 unidades. O condomínio terá padrão de valor maior que o do Rio Wonder, com oferta de três quartos e área comum de Coworking. O terreno, que estava abandonado, serviu como canteiro de obras do VLT nos anos anteriores.

Desde 2015 o Porto Maravilha não concretizava a venda de Cepacs, operação essencial para o financiamento dos investimentos na região. Com a PPP, criada ainda no primeiro governo de Eduardo Paes, a ideia era vender Cepacs para o mercado privado e , a partir desses recursos, revitalizar a área. Mas, com a crise econômica, o interesse do mercado ficou aquém do previsto e hoje a maior parte dos Cepacs pertence à Caixa Econômica Federal, que tenta revendê-los. Uma parte menor do estoque pertence à Cdurp. O projeto Rio Wonder foi o primeiro com venda de Cepacs da Caixa desde 2015, e agora o segundo residencial foi a primeira referente ao estoque da Cdurp também desde 2015.

Em seu discurso, nesta quarta, o prefeito Eduardo Paes criticou a expansão da cidade em direção à Zona Oeste, realidade que vem acontecendo na última década, inclusive durante sua primeira gestão. Ele defendeu a ocupação da área central da cidade, onde há a maior oferta de serviços públicos

— Quanto mais a cidade cresce para áreas sem infraestrutura, distante dos locais de trabalho, pior será a cidade, com mais trânsito e mais necessidade de serviços públicos. Assim, o custo da cidade aumenta. Enquanto no centro da Metrópole Fluminense ( o que inclui o Porto) já há toda infraestrutura do mundo, posto de saúde, Comlurb e transporte abundante na porta.

O prefeito também deu informações sobre um novo projeto, que se chamaria "Porto Maravalley", em um galpão ao lado do terreno agora vendido. A ideia é a criação de um polo tecnológico e de inovação, num negócio que envolveria uma instituição de educação. Paes, porém, disse que ainda não há maiores detalhes.

Vice-presidente da Cury, Leonardo Mesquita destacou a importância do sucesso do lançamento do Rio Wonder para a conclusão do novo negócio.

— As vendas foram muito acima do que esperávamos. Houve gente comprando de todo lugar do Rio, o que mostrou o desejo do carioca de estar perto do centro. Em função desse sucesso, criamos esse novo projeto.

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