Prefeitura aposta em sensores e mapas inteligentes no Plano Verão: saiba os bairros que receberão nova tecnologia de medição de chuva

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RIO — A pouco mais de dois meses do início do verão, a prefeitura do Rio divulgou o plano de ações preventivas para minimizar o impacto das chuvas. Além de ter antecipado as operações de limpeza de bueiros e de organização de pontos de abrigo, a principal aposta será em um sistema inteligente de sensores e mapas climáticos. Já em relação à previsão do fim parcial da obrigatoriedade de uso de máscaras, o prefeito Eduardo Paes afirmou que as decisões do comitê científico são sua "bússola, Bíblia e constituição".

O Plano Verão 2021/2022, organizado pelo Centro Operações Rio (COR) em conjunto com outros 34 órgãos municipais, foi divulgado nesta terça com resumos sobre as medidas elaboradas. Entre as principais novidades, está a ampliação dos sensores Noah, que garantem alertas imediatos sobre nível de alagamento em vias. Em janeiro passado foram instalados os dois primeiros, no Catete e no Itanhangá, e nesta segunda iniciou-se a ampliação, com nova unidade em Bangu.

O Globo teve acesso aos endereços mapeados pelo COR para as novas instalações: Muzema, Lagoa Rodrigo de Freitas (dois), Acari, Engenho Novo, Guaratiba, Centro, Tijuca e Ilha do Governador, totalizando 12. Os sensores, porém, só serão instalados após a confirmação de que não há interferência de rede de telecomunicação ou outro problema de infraestrutura nos pontos escolhidos. Essas vistorias já foram iniciadas.

Os sensores possuem sensibilidade para aferir o tamanho da lâmina d'água na pista e, a depender da via, o nível de alagamento identificado vai gerar um protocolo de operação da prefeitura.

— Se houver aviso, por exemplo, de um alagamento de cinco centímetros na Rua do Catete, já tomaremos ações com outros órgãos. O sistema nos permite montar parâmetros de acordo com a via. Assim, começamos a fazer uma cidade inteligente. As localizações buscam conciliar locais que não tem câmeras com outras que tem mais. O importante é trazer o máximo de informações para dentro do COR — explicou o coordenador executivo do COR, Alexandre Caderman.

Ao todo, serão 300 sensores na cidade, incluindo pluviômetros e pluviógrafos, sendo que 12 serão do Noah. O sistema Noah é fruto do programa Desafios Cor, que propôs criação de tecnologias com encontros de startups. Outra novidade gerada foi o Nimbus, um mapa de previsão de tempo em tempo real e sofisticado, que será usado pela primeira vez nesse verão.

— O importante é que essas ferramentas e sensores nos garantem algum grau de previsibilidade — afirmou o prefeito Eduardo Paes. — Aqueles que são negacionistas não vão entender. Mas as tais mudanças climáticas têm gerado situações novas e ainda mais extremas ao que estamos acostumados no Rio.

Na apresentação do plano, a prefeitura também destacou ter antecipado a operação Ralo Limpo, com a desobstrução de 4.201 ralos e retiradas de 411 toneladas de lixo. No trabalho em conjunto, foram levantados 50 pontos com mais recorrênccias de alagamento, onde técnicos identificaram necessidade de 29 obras, das quais oito foram programadas.

Outro dado é a abertura de 27 novos pontos de apoio para desabrigados, em casos de chuvas fortes. E foram já realizados 15 simulados.

— Preocupação sempre será com a população mais pobre, que é a mais vulnerável por viver em áreas de risco. Mas o protocolo de sirene também precisa ser rígido, para não gerar pânico a toa e o sistema perder credibilidade — explicou Paes.

O COR também elaborou protocolo para fechamento de vias, a depender do nível de alagamento, em 21 endereços, com 85 pontos de bloqueio. Sobre o novo Plano Diretor, que versa sobre áreas verdes e alterações urbanisticas e está sendo elaborada pela prefeitura, Eduardo Paes disse que o foco é atingir uma legislação que não seja nem totalmente restritiva e tampouco excessivamente permissiva.

Questionado sobre a previsão do fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em areas abertas e sem aglomerações, a partir do dia 15 de outubro, o prefeito respondeu que a data foi projetada pelo secretário de Saúde Daniel Soranz, em função da meta, elaborada pelo comitê científico, de 65% da população imunizada com duas doses da vacina contra Covid-19.

— Eu só chamei a atenção para a previsão que já havia sido publicada no Diário Oficial, após reunião do comitê científico. Deixo para eles explicarem. O que o comitê decidir é minha bússola, bíblia e constituição — afirmou Paes, que confirmou que o réveillon já vem sendo planejado há tempos. — Claro que pode haver necessidade de reavaliação. Mas eu prefiro olhar com otimismo. O importante é seguir a ciência.

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