Prefeitura busca local para instalar busto de Deborah Mendes de Moraes

O Globo
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RIO — Morador do Cosme Velho, o arquiteto e urbanista Thoni Litsz mora hoje numa casa centenária, no final da Rua Senador Pedro Velho, que passou por uma minuciosa reforma. Durante o período de obras, Litsz adquiriu o busto de Deborah Bentes Mendes de Moraes, a antiga moradora do imóvel, que é hoje um misto de misto de galeria de arte, centro cultural e espaço para oficinas de pintura e restauro. Em março, o arquiteto se reuniu com representantes da prefeitura para oferecer o tributo. A proposta dele é a instalação do busto no Largo do Boticário, onde a homenageada morou de 1896 a 1920, até se casar, no imóvel no número 20.

Litsz explica que Deborah foi mulher do último prefeito do Estado da Guanabara, o marechal Ângelo Mendes de Moraes. Segundo pesquisas, ela abria sua casa na primeira sexta-feira de cada mês para dar espaço à cultura. Em seus eventos, novos artistas tinham a chance de pintar, expor, pintar, vender e comercializar suas obras.

— Estamos numa época em que mulheres esquecidas, como Deborah, ganham voz. Por que não darmos uma retribuição a quem inspirou, durante anos, a cultura? — questiona Litsz.

Anna Laura Secco, secretária municipal de Conservação, diz que os monumentos são um respiro na paisagem carioca:

— Com a volta do Prefeito Eduardo Paes, aumentou o número de pessoas querendo doar obras para a cidade. Por exemplo, depois de três anos, a estátua de Ibrahim Sued voltou à Praia de Copacabana, graças à iniciativa da Bebel Sued, filha dele, que teve a supervisão da Vera Dias, responsável pela gerência de Monumentos e Chafarizes. Também teremos, em breve, uma peça doada pelo Consulado da Rússia, que será instalada na Zona Sul. É a população resgatando sua autoestima e constatando que, juntos, faremos o Rio voltar a dar certo.

Vera Dias, responsável pela gerência de Monumentos e Chafarizes, explica que o acervo de monumentos da cidade do Rio de Janeiro é imenso. São 1.500 obras ao todo.

— Contamos com a participação da sociedade para nos ajudar a preservar e manter essas peças. No caso do busto de Deborah Mendes de Moraes, a ideia é que ele fique no Largo Professor Silva Melo, no Cosme Velho, perto da casa onde ela morou. Mas isso depende de aprovação do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), porque o monumento não pode interferir na paisagem da cidade — acrescenta.

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