Prefeitura começa a abrir 600 sepulturas por dia em São Paulo diante de alta de enterros

Eduardo Simões
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Escavadeira abre covas em cemitério Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - A Prefeitura de São Paulo começou nesta quarta-feira os trabalhos de abertura de 600 sepulturas por dia em quatro cemitérios da cidade, diante do aumento no número de enterros em meio à pandemia de Covid-19, informou a Secretaria de Subprefeituras do município, responsável pelo Serviço Funerário paulistano.

A abertura das 600 sepulturas diárias será feita nos cemitérios de Vila Formosa e Itaquera, na zona leste, São Luiz, na zona sul, e Dom Bosco, na zona norte, de acordo com comunicado da secretaria.

Além disso, a prefeitura estuda a construção de um cemitério vertical em Itaquera, com 26 mil sepulturas no estilo de gavetas, que pode ser implementado em 90 dias após a conclusão de estudos, e a busca por convênios com crematórios de cidades vizinhas para aumentar a capacidade do município.

"Vale ressaltar que nenhuma necrópole municipal está próxima do esgotamento", garantiu a Secretaria de Subprefeituras da cidade em nota.

Essas medidas acontecem em um momento em que o número diário de sepultamentos na capital paulista registra forte alta, acompanhando o recrudescimento da pandemia de Covid-19 na cidade, no Estado e no Brasil.

De acordo com dados do Serviço Funerário, desde o dia 16 de março o número de enterros diários na cidade é superior a 300, tendo chegado a 426 em um único dia, em 30 de março. Em todo o mês passado, foram realizados 9.742 sepultamentos na cidade, número que foi de 5.964 em fevereiro, 6.678 em janeiro, 6.411 em dezembro do ano passado e de 5.549 em novembro de 2020.

Segundo a prefeitura, nos meses de verão a média de sepultamentos diários na cidade é de 240, subindo para uma média diária de 300 nos dias de inverno.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade de São Paulo tem 761.597 casos confirmados de Covid-19 --número maior que o de países como Paquistão e Japão-- e 23.164 mortes causadas pela doença --similar o número de mortos registrado pelo Canadá.