Prefeitura de São Paulo decreta estado de emergência

(Euclides Oltramari Jr / Futura Press)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) decretou nesta sexta-feira, 25, estado de emergência na cidade devido ao excesso de protestos de caminhoneiros. Com o quinto dia de protestos em todo o país, as rodovias seguem bloqueadas e há filas em postos de gasolina. Em São Paulo, parte da frota de transporte público foi reduzida, vans escolares não estão circulando e o serviço de coleta de lixo foi suspenso.

 

Estado de emergência

Com o decreto de estado de emergência, a prefeitura é autorizada a adotar medidas como a realização de compras sem licitação e a apreensão de combustível de postos de gasolina privados.

“O prefeito determinou também a criação de um comitê de crise que vai avaliar e tomar as medidas necessárias. Caso continue a situação de desabastecimento provocado pelas manifestações, pode haver decretação de feriado municipal. O estado de emergência pode evoluir para estado de calamidade pública”, afirma a secretaria especial de comunicação da cidade.

Medidas

A prefeitura decidiu suspender o rodízio municipal de veículos durante esta sexta-feira. Ao longo do dia, cerca de 60% da frota de ônibus deve rodar, exceto em horários de entrepico, que devem contar com somente 40% dos veículos. “A medida é necessária para garantir que a frota esteja operacional no fim da tarde e noite”, explica a prefeitura em nota.

A coleta de lixo domiciliar foi suspensa nesta sexta. “A prefeitura pede que os munícipes não coloquem o lixo para fora até a retomada da operação dos caminhões”, indica o comunicado. A coleta de materiais hospitalares e os serviços considerados críticos, como a limpeza de ruas que abrigam feiras e o recolhimento de animais mortos seguem normalmente.

As ambulâncias da cidade, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, foram abastecidas previamente e as unidades de atendimento seguem funcionando normalmente. As aulas da rede municipal também acontecem normalmente e a merenda escolar está garantida apenas até esta sexta. “ A partir de segunda-feira, no entanto, pode haver impacto na entrega de produtos perecíveis. Os demais insumos são mantidos em estoque e serão preparados normalmente. A partir de segunda também pode haver problemas na entrega do programa Leve-Leite”, indica a prefeitura.

Mais cidades

Outras cidades, como Campinas, Caruaru e Porto Alegre também decretaram estado de emergência nas últimas 24 horas. “O objetivo é resguardar serviços que são plenamente essenciais, como coleta de lixo, transporte público, ambulâncias, entre outros, e para evitar o colapso de atendimento em áreas imprescindíveis para a população”, explicou a prefeitura de Campinas, em nota.

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