Prefeitura de São Paulo negocia com Cuba compra de vacina contra a Covid-19, diz secretária

·2 minuto de leitura
Bruno Covas, (PSDB) Mayor of São Paulo, during a press conference on measures to combat the Coronavirus, (COVID-19) on Thursday, November 12, 2020 at the Palácio dos Bandeirantes in Sao Paulo, Brazil. During the press conference João Doria spoke about the São Paulo F1 GP and the Usina São Paulo concession contract, in Rio Pinheiros. (Photo: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
A Prefeitura de São Paulo já iniciou tratativas com Cuba, segundo Marta Suplicy, para negociar a compra da vacina Soberana 2. (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)

Secretária de Relações Internacionais da gestão Bruno Covas (PSDB), Marta Suplicy disse nesta quarta-feira (28) que a Prefeitura de São Paulo iniciou conversas com Cuba para negociar a compra da vacina Soberana 2, contra a Covid-19

A ex-prefeita ressaltou que as tratativas são iniciais, mas envolvem também a possibilidade de instalação de uma fábrica do imunizante na capital paulista. 

Leia também

"Estamos conversando, não está muito publicizado ainda, com Cuba. Vimos que Cuba, segundo a Opas [Organização Pan-Americana da Saúde] nos informou, a vacina deles sempre foi de excelência. Foram os primeiros que fizeram a vacina de hepatite, que foi apoiada pela OMS. Eles têm uma vacina que chama Soberana 2 que está na fase três, e parece que é uma vacina de excelência. Mas não está finalizada ainda", disse Marta durante audiência da Comissão Extraordinária de Relações Internacionais da Câmara de São Paulo. 

A secretária diz que a prefeitura se colocou na fila pela vacina, manifestando interesse na compra. "Já tem países interessados. Se você não entra na fila depois não tem mais. Então entramos na fila." 

Sobre a tentativa de implantar uma fábrica da Soberana na cidade, Marta afirmou que já tem autorização de Covas e aceitação dos representantes cubanos. 

"Estamos conversando também, está nos primórdios mas recebi carta branca do prefeito, que é a gente trazer, e eles topam, uma fábrica dessa vacina para a cidade de São Paulo. Porque a gente então fabrica o insumo aqui e não fica mais na dependência. Não tem nenhuma ilusão de que essa história de vírus vai acabar." 

A secretária ressaltou, no entanto, que a negociação ainda deve se arrastar por mais um tempo. 

"Vai depender ainda de um caminho. A Soberana 2 tem que ser testada lá ainda, tem que ter aprovação lá de fora, depois tem que ser testada pela Anvisa. Mas a gente já vai começando as conversas porque tudo isso demora muito", afirmou. 

"Mas se a gente conseguir trazer a fábrica, ainda que demore, até chegar o final do mandato do Bruno é um legado legal que ele vai deixar para a cidade", concluiu a ex-senadora. 

"Que consigamos o maior rápido possível uma resposta positiva. Oxalá que os governos municipais, estaduais e a União falem com a embaixada da Cuba no Brasil para termos essa vacina o mais breve possível em São Paulo e no Brasil", disse Toninho Vespoli (PSOL), vereador que participou da audiência. 

Marta ainda disse que a Prefeitura de São Paulo já havia fechado compras da Sputnik V, da Rússia, mas que agora, como a Anvisa rejeitou a importação das vacinas, o cenário é incerto.

da Folhapress

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos