Prefeitura derruba segundo prédio da antiga Gama Filho para construir Parque Piedade

A prefeitura do Rio começou a demolir, nesta segunda-feira, o segundo prédio da antiga Universidade Gama Filho, em Piedade, na Zona Norte do município. Na última sexta-feira, o primeiro prédio que compunha o complexo universitário foi derrubado. O trabalho é mais uma etapa da preparação do terreno para a construção do Parque Piedade, cujo início das obras está previsto para 2023.

— A prefeitura finalizou a primeira etapa dentro do prazo e já inicia hoje a demolição do segundo prédio, avançando no projeto do Parque Piedade. Demolições e a posse dos terrenos são de extrema importância para que o projeto contratado pela empresa avance no seu desenvolvimento e possa o quanto antes ser entregue, para ser licitado e as obras terem início — afirmou Diego Vaz, subprefeito da Zona Norte do Rio.

A demolição do novo prédio, de estrutura e material mais resistentes do que o anterior, tem prazo de 20 dias para ser concluída. A Subprefeitura da Zona Norte está à frente da coordenação do processo, cuja gestão dos trabalhadores fica a cargo da Secretaria da Ordem Pública. A derrubada da construção é executada pela Secretaria de Conservação.

O prédio foi fechado desde 2014, quando foi declarada a falência do grupo. O projeto do Parque Piedade conta com quase 17,7 mil metros quadrados de áreas de lazer e um centro cultural, esportivo e educacional em parceria com a Fecomércio RJ.

Será uma espécie de “irmão” de outro parque — o de Madureira — que já provocou mudanças de ares no subúrbio carioca. Só que com um conceito atualizado, conta o subprefeito. Os croquis iniciais incluem uma esplanada para eventos, um mirante, hortas comunitárias, anfiteatro, quadra de esportes, praça de skate e espaços com brinquedos de “alta qualidade”, além de uma área comercial para restaurantes e lojas. Passarelas devem ligar o parque à estação de trem e ao trecho do bairro localizado do outro lado da linha férrea. E no edifício onde funcionava a biblioteca da universidade, que hoje se vê depredado por quem passa pela Rua Manoel Vitorino, funcionará um centro de tecnologia.