Prefeitura diz que irá tapar os mais de 400 buracos do BRT em um mês

Geraldo Ribeiro
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Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Além dos transtornos para passageiros, os motoristas do BRT enfrentam uma verdadeira prova de obstáculos para circular pelo Transoeste. São obrigados a driblar em torno de 400 crateras — ou uma a cada 140 metros, considerando a extensão da via expressa — para vencer os 56 quilômetros de pista entre Santa Cruz e Barra da Tijuca. A prefeitura promete fechar todos até o fim do mês, em mais uma operação tapa-buracos, a cargo da Secretaria municipal de Conservação, que começou nesta semana. O mesmo tipo de serviço está sendo feito no Transcarioca, onde o alvo são os cerca de 100 buracos nos 39 km, entre o Terminal Alvorada, na Barra, e o Aeroporto do Galeão.

Segundo o consórcio BRT, as más condições da pista reduzem a vida útil dos veículos, que em outras cidades é de 20 anos, mas que se limita no Rio entre cinco e oito anos. Além disso, afeta a velocidade dos articulados em torno de 40% no Transoeste, sendo que no trecho entre a estação Pingo D’Água e o Túnel da Grota Funda, considerado o pior, a velocidade média é em torno de 20km/h.

Para o professor de Engenharia de Transportes da PUC-Rio, José Eugênio Leal, o problema do Transoeste começou pelo projeto.

— Foi um erro lá atrás que causou esse problema. Se não conseguir fazer uma mudança definitiva (do piso), vai ficar permanentemente resolvendo o problema com tapa-buraco. O tráfego é muito pesado para uma cobertura de asfalto simples — avalia o especialista.

Segundo a Secretaria municipal de Conservação, os operários já percorreram dez quilômetros de cada via expressa. A pasta não informou o custo das intervenções, explicando apenas que a massa asfáltica é produzida nas usinas da Prefeitura e os serviços estão sendo feitos com recursos próprios da administração municipal.