Prefeitura do Rio tem esquema para impedir denúncias sobre a Saúde

Redação Notícias
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The Mayor of Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (C), visits the Riocentro field hospital which was set up to receive COVID-19 coronavirus patients, in Rio de Janeiro, Brazil, on April 29, 2020. - The field hospital has a capacity of 500 beds. Riocentro is a large exhibition and convention centre and was used as a venue during the 2016 Summer Olympic Games. (Photo by Carl DE SOUZA / AFP) (Photo by CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)
The Mayor of Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (C), visits the Riocentro field hospital which was set up to receive COVID-19 coronavirus patients, in Rio de Janeiro, Brazil, on April 29, 2020. - The field hospital has a capacity of 500 beds. Riocentro is a large exhibition and convention centre and was used as a venue during the 2016 Summer Olympic Games. (Photo by Carl DE SOUZA / AFP) (Photo by CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)

A Prefeitura do Rio de Janeiro montou um esquema com funcionários públicos para impedir que a população denuncie problemas na área de Saúde e também que repórteres façam matérias. A informação foi revelada pela TV Globo nesta segunda (31).

Segundo a emissora, três repórteres foram atrapalhados recentemente enquanto faziam reportagens na porta de hospitais da cidade do Rio de Janeiro. Em uma das oportunidades, o homem que atrapalhou o jornalista Ben-Hur Corrêa colocou seu crachá e foi para dentro do hospital após complicar o trabalho do profissional de imprensa.

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Em três grupos, funcionários da prefeitura são alocados para irem até hospitais. Após enviarem uma selfie para garantir que estão no local, o trabalho começa monitorando o que acontece na porta das unidades de atendimento, principalmente a chegada de jornalistas para fazer matérias. Quando os repórteres começam o trabalho, os funcionários da prefeitura filmam o local e tentam tumultuar a ação.

Quando um repórter consegue entrar ao vivo sem obstrução, uma das cabeças do esquema faz reclamações. Na maioria das vezes, o responsável é Marcos Luciano, assessor especial do gabinete do prefeito Marcelo Crivella.

Na última semana, um repórter da Globo conseguiu entrar da porta do Hospital Rocha Faria sem obstruções. Após um chamado de Marcos Luciano em um dos grupos, quatro pessoas diferentes apareceram para criar distúrbios e impedir a gravação.

Um dos funcionários usados no esquema denunciou que os participantes são ameaçados pelos chefes e que o esquema não é uma novidade, mas que foi ampliado durante a pandemia do novo coronavírus.

Em nota enviada à TV Globo, a Prefeitura do Rio de Janeiro afirma que "reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais no sentido de melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública, como, por exemplo, quando uma parte da imprensa veiculou que um hospital (no caso, o Albert Schweitzer) estava fechado, mas a unidade estava aberta para atendimento a quem precisava. A Prefeitura destaca que uma falsa informação pode levar pessoas necessitadas a não buscarem o tratamento onde ele é oferecido, causando riscos à saúde"

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