Prefeitura e governo de SP avaliam aumento da passagem de ônibus, trem e metrô

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SAO PAULO, BRAZIL - MAY 07: Commuters ride the bus wearing face masks on May 7, 2020 in Sao Paulo, Brazil. The Government of the State of São Paulo has decreed the mandatory use of face masks in the streets.  (Photo by Victor Moriyama/Getty Images)
Tarifa, congelada há dois anos, está em R$ 4,40. Foto: Victor Moriyama/Getty Images.
  • Notícia foi dada pelo governador Doria e pelo prefeito Nunes em coletiva

  • Nunes afirma que valor será puxado pelo aumento do combustível

  • Subsídios públicos devem se manter, somados a outras iniciativas

Os usuários do transporte público de São Paulo devem enfrentar um aumento no valor da tarifa em 2022. A Prefeitura de São Paulo e o governo do estado já avaliam a mudança, frente à alta do preço dos combustíveis e a inflação, que devem refletir no valor da passagem dos ônibus municipais da capital paulista e no bilhete da CPTM e do Metrô.

Na manhã desta sexta-feira (5), em coletiva de imprensa durante a inauguração da estação João Dias da linha 9-esmeralda da CPTM, o governador João Doria (PSDB) afirmou que a análise dos dados está sendo concluída, mas enfatizou que "qualquer expectativa de atualização tarifária, o impacto no bolso do usuário é pequeno, porque quem financia e subvenciona é o setor privado".

"Vamos concluir os entendimentos, análises. Quero lembrar apenas que 80% do sistema de transporte público é bancado por empresas, que compram o VT e oferecem a seus profissionais."

Hoje, o valor da tarifa atualmente é de R$ 4,40 para ônibus, trens e metrô. Este preço está congelado há dois anos. Sobre isso, Doria disse que "nesse período da pandemia, estamos falando de um ano e dez meses, o governo de São Paulo bancou o sistema de transportes, sem nenhuma ajuda, nenhuma contribuição do governo federal."

Já o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que acompanhava o governador, afirmou que a discussão sobre o valor da tarifa é um "debate de um assunto delicado e importante e que precisa ter, por parte do governo federal, uma compreensão da importância e ver se é possível ajudar".

"Pode ser que tenha ou não [reajuste]. Se não houver esse aumento, o repasse do custo do diesel vai ser pago também com o subsídio. O que é o subsídio? Um dinheiro que está no caixa da prefeitura e vai sair da educação, da saúde para subsidiar o transporte. É uma questão que está sendo discutida, nada foi definido."

Ontem, quinta-feira (4), o prefeito afirmou em entrevista à Rádio Eldorado que se o preço do diesel não voltar aos patamares pré-crise, um aumento no valor da tarifa de ônibus na capital paulista será inevitável. De acordo com Nunes, o valor do litro do combustível subiu 60% desde 2020.

“Se o óleo diesel voltar ao patamar do preço que era no começo do ano, a gente não vai ter aumento. Agora, a tendência é que feche o ano com o diesel aumentando 60%. É praticamente impossível você não ter isso refletido na tarifa”, disse.

O chefe do Executivo garantiu que o subsídio do setor de transportes, que hoje equivale a R$ 3 bilhões, será mantido. Além disso, o prefeito afirmou que busca novos recursos para fechar a conta do transporte na cidade, incluindo o combate à fraude de bilhetagem, além da concessão dos terminais de ônibus para o setor privado, que representaria uma economia de R$ 200 milhões anuais aos cofres públicos.

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