Prefeitura e governo de SP negam lockdown a partir de junho

Quarentena oficial de São Paulo vai até o dia 31 de maio. Foto: Pixabay

Estão circulando informações pelas redes sociais de que São Paulo entrará em lockdown a partir do dia 1º de junho como medida de combate ao novo coronavírus. Algumas delas, não têm fonte e apenas dizem que o governador João Doria e o prefeito Bruno Covas vão decretar a medida a partir do dia primeiro. Nelas, é dito que as pessoas devem se preparar para o fechamento, comprando suprimentos para os dias em que ficarão presas.

No entanto, uma delas passou a circular com bastante força nos últimos dias. O texto usava uma informação do Diário Oficial da última quinta-feira (21), que determinava a antecipação do feriado de 9 de julho para o dia 25. A emenda número três pedia para acrescentar ao Projeto de Lei que determinava o adiantamento um artigo que estabeleceria um lockdown no período. No entanto, isso já foi rejeitado pela maioria dos deputados estaduais.

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Para entender a situação de São Paulo em relação ao isolamento radical da população com a intenção de combater a pandemia de coronavírus, a reportagem do Yahoo questionou a prefeitura e o governo sobre a veracidade dos boatos que estão circulando nas redes sociais desde a última semana.

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Por e-mail, a Secretaria Especial de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo negou a informação de lockdown. “Não há, no momento, nenhuma previsão pelo Governo do Estado. Já, inclusive, desmentimos fake news relacionadas ao tema. Acompanhe as notícias do Governo do Estado por nossos canais oficiais”, disse a nota.

Por telefone, a assessoria de imprensa da Prefeitura também desmentiu a informação dizendo que não existe nenhuma confirmação de lockdown até o momento. Segundo ela, qualquer tipo de mudança em relação à política de isolamento da cidade será avisada com antecedência para que a população se prepare. Além disso, a assessoria afirmou que as pessoas só devem acreditar em informações passadas pela imprensa e por órgãos oficiais.

No entanto, governador e prefeito vão precisar se posicionar em relação ao isolamento na próxima semana. No dia 31 de maio acaba o prazo dos decretos que tornaram a quarentena obrigatória. A partir da data, as autoridades vão precisar dizer o que será feito para combater o vírus.

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