Prefeitura e governo de SP estudam aumento de tarifa de ônibus, trens e metrô

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 15/06/2020: Passageiros esperam ônibus na região do Grajaú, na zona sul de São Paulo. Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 15/06/2020: Passageiros esperam ônibus na região do Grajaú, na zona sul de São Paulo. Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo e o governo do estado já estudam o reajuste da tarifa do transporte público para o ano de 2022. A alta do preço dos combustíveis e a inflação devem impactar o valor da passagem dos ônibus municipais da capital paulista e no bilhete da CPTM e do Metrô.

O percentual do aumento ainda não foi definido. Atualmente, o valor da tarifa vigente é de R$ 4,40 para ônibus, trens e metrô.

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta (5), o governador João Doria (PSDB) disse que a análise dos dados está sendo concluída, mas fez questão de destacar que "qualquer expectativa de atualização tarifária, o impacto no bolso do usuário é pequeno, porque quem financia e subvenciona é o setor privado".

"Vamos concluir os entendimentos, análises. Quero lembrar apenas que 80% do sistema de transporte público é bancado por empresas, que compram o VT e oferecem a seus profissionais."

Ao falar da falta de aumento da tarifa nos últimos dois anos, o tucano também disse que "nesse período da pandemia, estamos falando de um ano e dez meses, o governo de São Paulo bancou o sistema de transportes, sem nenhuma ajuda, nenhuma contribuição do governo federal."

O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que acompanhava o governador na inauguração da estação João Dias da linha 9-esmeralda da CPTM, disse que a discussão sobre o valor da tarifa é um "debate de um assunto delicado e importante e que precisa ter, por parte do governo federal, uma compreensão da importância e ver se é possível ajudar".

"Pode ser que tenha ou não [reajuste]. Se não houver esse aumento, o repasse do custo do diesel vai ser pago também com o subsídio. O que é o subsídio? Um dinheiro que está no caixa da prefeitura e vai sair da educação, da saúde para subsidiar o transporte. É uma questão que está sendo discutida, nada foi definido."

Mais cedo, em entrevista ao "Bom Dia, São Paulo", da Tv Globo, Nunes detalhou como o aumento de preços de combustíveis e insumos impacta na tarifa do transporte.

"O diesel subiu 65% só esse ano. Outro fator, já tem dois anos que a prefeitura de SP não faz o reajuste da tarifa, então, são vários itens que somatizam nessa questão. Agora não é só o diesel, tem o aumento da folha [de pagamento dos funcionários do setor], o aumento do pneu e outros itens que compõem o custo do transporte coletivo e isso vai acabar refletindo."

Nunes também falou sobre o trabalho da Frente Nacional de Prefeitos que pede ao governo federal uma ajuda com o subsídio do transporte coletivo para as cidades. Neste ano, a capital paulista deve desembolsar R$ 3,3 bilhões para custear os gastos com o transporte municipal. "[Esse valor] é o que a gente completa para poder manter o sistema funcionando", afirmou o prefeito.

Outras alternativas também foram apresentadas pelo prefeito, como a concessão dos terminais de ônibus. De acordo com Nunes, a ideia é desonerar R$ 200 milhões do sistema. A prefeitura já lançou o edital de concessão e está fazendo uma reformulação na bilhetagem. "Hoje se estima que perdemos mais ou menos R$ 200 milhões por conta de fraudes", afirmou.

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