Prefeitura espera chegada de vacinas do Coronavac já na próxima semana

Lucas Altino
·3 minuto de leitura

Após declararem que seguirão o calendário do Ministério da Saúde, assim descartando a compra direta de vacinas do Coronavac, o prefeito Eduardo Paes e o secretário de Saúde Daniel Soranz afirmaram que há expectativa para chegada de doses ao Rio já na próxima semana, vindas do Instituto Butantan. Com a definição da compra de 46 milhões de doses por parte do Ministério da Saúde, o prefeito Eduardo Paes explicou que o mais "civlizado" é aguardar o Plano Nacional de Imunização.

— O Butantan já apresentou à Anvisa o pedido de registro mas solicitou a distribuição das vacinas antes mesmo do registro. Nossa expectativa é receber vacinas já a partir da próxima semana, ou que a cadeia de logística já fique mais claro — explicou Soranz.

A previsão da prefeitura segue sendo que a vacinação comece entre os dias 20 e 25 de janeiro, mas os próximos passos dependem da autorização da Anvisa. Assim, a prefeitura não concretizará o acordo para compra de 3,2 milhões de doses da Coronavac, que havia sido assinado junto ao Instituto Butantan.

— Não precisou valer o acordo porque o governo federal comprou todas as vacinas, então vamos fazer o que é o mais normal e civilizado, que é o Plano Nacional de Imunização — afirmou o prefeito Eduardo Paes, que manteve a posição de não anunciar lockdown na cidade, mas disse que um novo decreto, com regras, será divulgado nessa semana.

Na manhã deste domingo, o prefeito foi à Central de Logística da Secretaria municipal de Saúde para receber 10 mil testes rápidos doados pelo grupo União Rio. A prefeitura divulgará um canal para que a população possa notificar sintomas de Covid e solicitar testes, nessa semana pelo 1746 e em breve com um aplicativo. O objetivo é chegar a 450 mil testes, com doações e acordos com iniciativa privada, governo estadual e federal.

— Os testes são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão da Covid-19. Quem tiver qualquer sintoma de coronavírus, tosse , febre, perda de paladar, podem se autonotifcar, botar data de sintoma e uma equipe de saúde da família entra em contato com a pessoa. Se precisar, vai fazer o teste. A partir da testagem, começa o rastreamento do contato. Em áreas com maior índice de contágio, precisaremos fazer ações de bloqueio — explicou Soranz.

Na última sexta, a prefeitura apresentou um mapa da cidade com classificação de risco de contágio para cada uma das 33 Regiões Administrativas. Segundo Soranz, o rastreamento permitirá identificar surtos específicos e as ações de bloqueio podem significar o fechamento de estabelecimentos e prédios.

Em relação às seringas e agulhas para vacinação, a prefeitura começará a divulgação de 700 mil unidades e o secretário de Saúde afirmou que o aporte de 2,8 milhões desses itens prometidos pelo governo estadual será o suficiente para a vacinação na cidade.

Sobre a abertura de novos leitos, já houve de 130 dos 343 prometidos e a expectativa é que os leitos da rede privada - 150 - fiquem prontos somente no início de fevereiro.