Prefeitura gastará cerca de R$ 130 milhões para reabrir estações do BRT, garantir conforto aos passageiros e outras medidas

Geraldo Ribeiro e Rodrigo de Souza
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A Prefeitura do Rio anunciou algumas medidas para melhorar o serviço do BRT na capital fluminense. Uma lei aprovada pelos vereadores e sancionada por Eduardo Paes autoriza o município a investir R$ 133 milhões no sistema com recursos próprios. Segundo a administração municipal, os recursos serão destinados à recuperação do BRT, durante a intervenção, com investimentos na reforma e na reabertura das 46 estações que se encontram fechadas, em ações para garantir mais segurança e conforto aos passageiros, em compra de combustível e no pagamento de folha de funcionários.

O aporte de recursos públicos foi possibilitado pela lei aprovada em segunda discussão na Câmara Municipal na quinta-feira, cuja sanção foi publicada ontem, sexta-feira, dia 23 de abril. A prefeitura acredita ser possível aumentar o investimento em manutenção preventiva, evitando assim as falhas mecânicas, que prejudicam a confiabilidade da frota, e permitindo mais articulados na operação.

Também nesta sexta-feira, 23, o secretário municipal de Fazenda, Pedro Paulo, anunciou que planeja dobrar o número de ônibus disponíveis no BRT até setembro. A medida também faz parte da intervenção no sistema Prefeitura do Rio, que teve início em março.

Segundo a intervenção, dos 297 articulados encontrados nas garagens, só 120 estavam em circulação, muitos em estado precário. Apenas com a manutenção corretiva, esse número subiu para 145 veículos em pouco tempo, devendo chegar a 150 na semana que vem. A intenção é aumentar gradativamente a frota até chegar a 241 articulados em setembro. A frota total já foi de cerca de 400.

Pedro Paulo afirmou que as medidas tomadas até o momento ajudaram a enfrentar a superlotação no sistema. Apesar disso, acredita que pode ser necessário retomar as medidas de escalonamento das atividades econômicas, regra que foi suspensa em novo decreto publicado ontem.

— (O BRT antes da intervenção) era quase que um “covidário“ no sistema de transportes. Quando tomamos essas medidas de escalonamento, estávamos só começando as medidas de intervenção. O sistema colapsou. (Antes) tínhamos cerca de 400 ônibus articulados de BRT, chegamos a ter 120 ônibus. A prefeitura tomou a decisão de intervenção, e (agora) estamos colocando muito mais ônibus disponíveis, estamos alugando ônibus, disponibilizando máscaras para a população. E existe o planejamento de que até setembro nós possamos praticamente dobrar a disponibilidade de veículos, mas só a reorganização das estações, a presença de ônibus que não são articulados, já deu muito mais fluidez ao sistema do BRT. Nós imaginamos que, mesmo retirando essa restrição, esse escalonamento do horário, não vamos parar. Vamos continuar monitorando isso e, se for necessário, nós voltamos ao escalonamento para evitar essas aglomerações — disse o secretário