Prefeitura quer proibir distribuição de comida grátis no centro

Prefeitura de São Paulo quer acabar com a distribuição do sopão para moradores de rua realizada por 48 instituições …A Prefeitura de São Paulo pretende terminar com a distribuição do chamado 'sopão' para moradores de rua no centro da cidade. Atualmente, 48 instituições oferecem o serviço voluntário de doação de comida na região. O objetivo da Prefeitura é estimular os moradores de rua a procurarem os albergues à noite, onde são oferecidas refeições. De acordo com o Jornal da Tarde, o prazo para o término da ação de caridade é de 30 dias.

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Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, as entidades sociais poderão ser punidas caso não aceitem o convite de distribuir o alimento apenas nos espaços de convivência social que atendem os moradores de rua, chamados de tendas da Prefeitura.

O secretário de Segurança Urbana, Edsom Ortega, afirmou que as instituições que insistirem em continuar servindo comida na via pública serão “enquadradas administrativamente e criminalmente”. Procurado pelo JT, Ortega informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não anteciparia que tipo de crime ou infração as entidades estariam comentendo.

Mas para o advogado Kleber Luiz Zanchim, da Associação Viva o Centro, as entidades só podem ser punidas administrativamente pela distribuição irregular de alimentos. “A Vigilância Sanitária impede a promoção de práticas que possam sujar a via pública. As entidades podem ser multadas e ter os veículos apreendidos”, disse.

Marco Antonio Ramos de Almeida, superintendente da Associação Viva o Centro, acha que a medida irá tratar o morador de rua com dignidade. “Eles poderão se alimentar sentados em cadeiras e usando talheres. Nas ruas isso é impossível”, disse Almeida.

Já a instituição Anjos da Noite, que há 23 anos distribui alimentos para moradores de rua da região central, é contra a proposta da Prefeitura. “Amar o próximo é crime agora?”, questionou o presidente da Anjos da Noite, Kaká Ferreira.

Segundo ele, vários moradores de rua não querem ir para os espaços da Prefeitura. “Nesse caso eles ficam sem comer? Uma coisa não anula a outra. Podemos oferecer a comida para quem está nas tendas, mas queremos atender os moradores que não vão para os albergues à noite”, afirmou. Segundo ele, a entidade ainda não recebeu o convite da Prefeitura.

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