Prefeitura do Rio faz contrato emergencial para volta de reboques na cidade; empresa escolhida receberá R$ 1,883 milhão por seis meses

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A Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) informou na manhã desta quarta-feira que o Rio "terá o retorno do serviço de reboques após a assinatura de um contrato emergencial junto à empresa Opção Ativa LTDA". Este contrato emergencial terá um custo de R$ 1,883 milhão por seis meses. A contratação ocorre um mês e onze dias após a Prefeitura do Rio suspender o contrato com a empresa responsável pelo serviço de reboque de veículos estacionados em situação irregular e pela administração dos pátios para onde são levados. Para a gestão do pátio em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, outra empresa assume a administração pelo mesmo período. A Gávea Facilities poderá receber R$ 1,014 milhão.

Em março, o empresário Jailson dos Santos Salazar, dono da J.S. Salazar, teve o contrato com a prefeitura suspenso após ser preso. Ele foi acusado pelo vereador Gabriel Monteiro (PL) de tentar suborná-lo para impedir que denúncias contra ele fossem reveladas. Salazar foi solto dois dias depois por decisão da Justiça, durante audiência de custódia.

Enquanto a Seop anunciava o retorno dos reboques no município, o empresário esteve na porta do depósito de São Cristóvão para protestar contra a decisão. Ele alega que é dono do local onde os carros apreendidos são levados. Afirma ainda que a Seop está usando os equipamentos dele ilegalmente. A confusão foi parar na 17ª DP (São Cristóvão), onde o empresário registrou ocorrência. O espaço era um dos usados pela empresa para levar os carros rebocados, como previsto no contrato firmado com o município em 2018 e, até então, válido até setembro deste ano. Segundo Salazar, para a Prefeitura do Rio usar o local era preciso que ela fizesse uma Requisição Administrativa dos equipamentos ou até mesmo dos veículos, o que, segundo o empresário, não teria sido feito. Ele diz que vai levar o caso à Justiça para que a Seop seja impedida de usar o espaço para armazenar os veículos apreendidos. Neste primeiro momento, os carros rebocados serão levados para São Cristóvão. A Prefeitura ainda não respondeu sobre o assunto.

Na última semana, a Seop fechou dois contratos emergenciais para a volta dos reboques na cidade. Essas licitações, assinadas nesta terça-feira, são válidas por seis meses e podem ser interrompidas antes do prazo, caso ocorra a escolha de novo operador para assumir a operação após nova ocorrência. Com isso, os reboques são da Opção Ativa LTDA, com dez veículos para o serviço na cidade, vai embolsar R$ 1,883 milhão dos cofres públicos. No contrato com a J.S. Salazar, o município tinha à disposição 50 reboques.

Confira a nota na íntegra da Seop:

"A Secretaria de Ordem Pública (SEOP) informa que a partir desta quarta-feira (20/04) terá o retorno do serviço de reboque de veículos na cidade do Rio após assinatura do contrato emergencial junto à empresa Opção Ativa LTDA. O acordo contempla dez novos reboques e terá vigência durante o período de suspensão do atual contrato de gestão dos depósitos de até 180 dias, ou a conclusão de uma nova licitação para a operação do serviço de remoção de veículos. Os veículos rebocados durante ações de fiscalização de estacionamento irregular no período serão levados para o depósito localizado na Avenida Pedro II, 67, em São Cristóvão."

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