Prefeitura do Rio de Janeiro suspende aplicação da segunda dose da Coronavac

PATRÍCIA PASQUINI
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu, neste sábado (1) a aplicação da segunda dose da vacina Coronavac, exceto para pessoas acima de 70 anos e acamados que tomaram a primeira dose no município. A medida valerá por dez dias.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio afirmou que o motivo é a falta de entrega de novas remessas.

Em nota, a pasta disse que "a cidade do Rio manteve a vacinação com a reserva técnica até o momento, porém o estoque se esgotou, como já havia acontecido em outros municípios e estados do Brasil. Pelo cronograma do Ministério da Saúde, não haverá reposição da Coronavac em quantidade suficiente antes do prazo informado."

O Instituto Butantan afirmou à reportagem que a responsabilidade pelo planejamento e logística de distribuição das doses, além da orientação técnica aos estados em relação à atualização dos estoques, é exclusiva do Ministério da Saúde.

"O próprio titular da pasta federal admitiu nesta semana que houve desabastecimento da segunda dose nos estados em razão da orientação dada há cerca de um mês para que os gestores usassem todas as vacinas disponíveis para a aplicação da primeira dose. O Ministério mudou essa orientação no dia 27 de abril", diz parte da nota.

De acordo com a assessoria de imprensa do Butantan, na última sexta-feira, o instituto completou mais um lote de 600 mil doses entregues à pasta federal, totalizando 42 milhões desde 17 de janeiro. Mais 5 milhões começarão a ser entregues nesta semana.

O Butantan pretende disponibilizar todas as 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde até 30 de agosto, antecipando em um mês o cronograma contratual, antes previsto para setembro.

Na cidade do Rio de Janeiro, a vacinação de primeira e segunda doses com a AstraZeneca continuará conforme o calendário divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu nesta sexta-feira (30) autorização para que a Fiocruz possa produzir, no Brasil, o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) usado na fabricação da vacina de Oxford contra a Covid.

A medida faz parte do processo de transferência de tecnologia da AstraZeneca, empresa que desenvolveu a vacina, para o laboratório de Bio-Manguinhos, vinculado à fundação.