Prefeitura do Rio lança programa de combate à pobreza menstrual e à evasão escolar de meninas

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RIO — O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, apresentam o programa de combate à pobreza menstrual e à evasão escolar de meninas na manhã desta quarta-feira. O "Livres para Estudar" será implantado nas escolas da rede municipal de ensino, com investimento de R$ 14 milhões por mês para a compra de oito milhões de absorventes a serem distribuídos, segundo a prefeitura. A estimativa é de atingir 100 mil alunas e homens trans nas 1.543 unidades de ensino.

De acordo com a prefeitura, a aluna que necessitar do absorvente deverá solicitar à direção da escola onde está matriculada.

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou a distribuição gratuita de absorvente menstrual para estudantes de baixa renda de escolas públicas e pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema. A decisão, publicada na edição da última quinta-feira (7) do Diário Oficial da União, argumenta que o texto do projeto não estabeleceu fonte de custeio.

A secretária de Políticas e Promoção da Mulher do município do Rio, Joyce Trindade, diz que “enquanto o governo federal não faz nada pelas mulheres, a Prefeitura do Rio está trabalhando e se preocupando com a saúde das mulheres”. O programa é lançado nesta manhã na Escola Municipal Vicente Licinio Cardoso, na Praça Mauá.

— Se o governo federal não faz, vamos trabalhar e nos preocupar com o assunto. Esse é um empoderamento para as mulheres e para as mulheres trans. A criança vai conhecer o seu corpo — diz a secretária, que completa:

— Já fazemos a distribuição dos absorventes para mulheres de extrema vulnerabilidade. Elas recebem kits nos Cesans, nos nossos abrigos sigilosos e nas Casas das Mulheres Cariocas. São mulheres que não tem condições de se alimentarem dignamente. Imagina pagar R$ 15 por mês para comprar um absorvente. Estamos dando dignidade para todos e todas.

O prefeito Eduardo Paes falou sobre o veto por parte do governo federal. Na cidade do Rio, o programa lançado hoje atenderá alunas mulheres, homens trans e pessoas não binárias — que não se identificam com nenhum dos dois gêneros.

— (O veto) Essa é uma baboseira do conservadorismo retrógrado que não consegue debater os problemas da sociedade. Estamos quebrando um tabu. A escola é o local onde podemos atingir (e quebrar esse tabu). Eu fiz questão de fazer isso nesse momento — afirmou Paes.

De acordo com o secretário Ferreirinha, uma pesquisa feita por uma empresa fabricante de absorvente apontou que uma em cada quatro jovens já deixou de estudar por não ter acesso ao item.

— Livres para Estudar é um programa especial. É uma causa que me trouxe atenção desde 2019. É importante que o Rio de Janeiro avance na pobreza menstrual e na evasão educacional, principalmente do Fundamental 2. É algo muito básico, mas algumas crianças não têm absorvente. Estamos dando o básico, o mínimo, para que essas alunas possam ir para a escola de forma digna — salientou Ferreirinha.

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