Prefeitura do Rio ordena retomada de cirurgias eletivas e atividades ambulatoriais em hospitais municipais

Arthur Leal
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RIO — Em ato publicado no Diário Oficial, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, ordenou o retorno de todas as atividades ambulatoriais e cirurgias eletivas em hospitais municipais do Rio da rede SUS, que estavam suspensas desde o dia 17 de dezembro do ano passado. O texto está em vigor desde a última sexta-feira (19).

Na publicação, Soranz diz que não há justificativa plausível para o fechamento de ambulatórios e interrupção de procedimentos eletivos para atendimento exclusivo de pessoas com coronavírus. No texto, o secretário justifica o retorno das atividades elencando a redução no número de internações e mortes por Covid-19 na capital, o aumento de todas as filas para procedimentos eletivos, o que, ressalta, pode causa agravamento no quadro destes pacientes, e destaca ainda o fato de, segundo ele, todos os profissionais de saúde com mais de 60 anos do município já terem sido vacinados.

O ato determina, além do retorno imediato dos exames e procedimentos, a reabertura integral de todas as agendas das unidades municipais que englobam o Sistema de Regulação (Sisreg) e destaca a grande demanda já prevista para este ano na capital.

Em entrevista ao GLOBO este mês, Daniel Soranz falou sobre a fila de 450 mil pessoas por exames, atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas. Ele afirmou que, para zerar esta fila, seriam necessários R$ 2,5 bilhões da prefeitura.

— A pandemia é gravíssima, muitos estão morrendo de Covid. Mas foi um ano em que fizemos menos exames de câncer de mama, colo de útero. A fila do sistema de regulação cresceu absurdamente. Hospitais passaram a atender apenas Covid. Há muita pendência de outras doenças. Teremos que correr atrás do orçamento dos governos estadual e federal para outras doenças e equilibrar o máximo possível com a vacinação da Covid-19 — disse na ocasião. — Temos cerca de 450 mil pessoas na fila por exames, atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas. No ano passado, deixaram de ser atendidos cerca de 150 mil pacientes. É muita gente. Se colocarmos no papel, para zerar essa fila seriam necessários R$ 2,5 bilhões.