Prefeitura do Rio pede arquivamento do processo de licença para autódromo de Deodoro

O Globo
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A Secretaria de Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro pediu ao INEA (Instituto Estados do Ambiente) o arquivamento do processo de licença prévia para a construção do Autódromo Internacional do Rio, na Floresta do Camboatá em Deodoro. O secretário Eduardo Cavaliere comemorou via redes sociais, uma vez que a área que estava destinada para a obra é de Mata Atlântica nativa e abriga espécies de fauna e flora raras e ameaçadas de extinção. O projeto foi alvo de inúmeros protestos da sociedade civil e também de entidades ligadas a preservação do meio ambiente.

Assim que assumiu a Prefeitura, no início do ano, Eduardo Paes já havia dito que o autódromo em Deodoro não seria construído. Disse que era um compromisso com os ambientalistas, com o Partido Verde, que o apoiou nas eleições. Paes disse que identificaria uma nova área para a construção desse autódromo.

O autódromo fazia parte de um projeto no valor de R$ 700 milhões liderado pelo consórcio Rio Motorsports. A empresa tinha o intuito de construir uma pista para receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir deste ano.

No entanto, a obra ainda não teve início pela falta de liberação ambiental. O consórcio chegou a ter acerto encaminhado com a Fórmula 1 no meio do ano passado para receber a etapa brasileira, mas a ausência de aval das autoridades para dar início nos trabalhos atrasou todo o projeto. Por isso, a categoria fechou acordo com São Paulo e assegurou a realização da prova em Interlagos até 2025.

O projeto de Deodoro tinha como grande incentivador o ex-prefeito Marcelo Crivella, derrotado por Paes nas eleições do ano passado. O outro entusiasta da ideia era o governador afastado do Rio, Wilson Witzel. A obra é alvo de críticas de ambientalistas por ser em um raro pedaço de mata atlântica e lar de várias espécies raras de animais e plantas.