Prefeitura do Rio promove ato pelo Dia Nacional do Orgulho LGBT

Felippe Flehr*

A Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da prefeitura do Rio de Janeiro comemorou hoje (24) o Dia Nacional do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros),.  Durante o evento, o chefe da ccoordenadoria, Nélio Giorgini, destacou que celebrar a data é exaltar a diversidade

"Serve para reforçar a diversidade, essa brasilidade que só o nosso país tem. Além, é claro, da representatividade de sabermos que temos um dia nosso. Ações como essa são importantes. E convocamos militantes, secretários municipais e a imprensa para prestar conta do que temos feito. No carnaval, entregamos kits de conscientização e proteção sexual, como camisinhas, e reforçamos a nossa cultura através das marchinhas de engrandecimento ao público LGBT”, disse.

Gioargini informou que a coordemadoria está conversando com empresários para viabilizar a realização de uma feira de empregabilidade LGBT. "É extremamente necessário que isso seja feito, pois a gente ainda enfrenta muita resistência no mercado de trabalho. São ações como essas que iniciam a mudança para um futuro melhor da população LGBT", afirmou.

A subsecretária municipal de Transportes, Kelly Serra, que  representou o prefeito Marcelo Crivella, disse que o governo não é um governo religioso, mas que cuida das pessoas. Segundo Kelly, a prefeitura sempre estará prestando todo apoio à causa da diversidade.

"As pessoas não podem ser qualificadas pelo seu gênero. Cuidamos de todos como um todo. Observamos também o caso da doutora Maria Eduarda, que teve o reconhecimento de seu nome social pela Ordem dos Advogados do Brasil [OAB] concedido nos últimos dias. Essa é uma vitória dela e de todos nós, pois o respeito tem que prevalecer", disse a subsecretária de Transportes.

Exemplo para outras pessoas

A advogada Maria Eduarda Aguiar, citada pela subsecretária, relatou que era constrangedor ter o reconhecimento apenas de seu nome civil, pois não correspondia a identidade dela. Maria Eduarda também classificou de grande vitória o reconhecimento de seu direito pela OAB e pediu para que o exemplo sirva para outras pessoas. "A OAB é muito representativa, então, a partir do momento em que ela toma a ponta desse tipo de atitude, ela legitima e dá um recado para a sociedade."

O vice-presidente da Comissão de Direitos Homoafetivos da OAB-RJ, Henrique Rabello de Carvalho, classificou de histórica a conquista da advogada. "É um marco histórico na efetivação da defesa da diversidade sexual, sobretudo, porque a OAB parte de maneira pioneira na promoção disso. Respeitar a identidade de gênero e a diversidade sexual é uma necessidade e não uma opção.”

*Estagiário sob a supervisão do editor Kleber Sampaio