Prefeitura do Rio recebe mais de 5 mil reclamações sobre buracos em calçadas só em 2021

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Caminhar pelas calçadas do Rio exige destreza: buracos, tampas desniveladas e pedras portuguesas soltas são convites a acidentes. Também não escapa quem está ao volante. A falta de conservação se reflete na Central 1746 da prefeitura, que recebeu 5.170 reclamações sobre buracos em calçadas de janeiro a outubro, uma média de 17 por dia. Os motoristas procuram muito mais o serviço: foram 23.422 queixas sobre a qualidade do asfalto no mesmo período, mais de três a cada hora.

Um dos inconvenientes mais frequentes na orla são os mosaicos de pedras portuguesas incompletos nos calçadões. Na Praia da Barra, o ponto mais crítico fica perto da Praça do Ó: em apenas 200 metros, há pedras soltas em sete pontos distintos, principalmente no entorno de tampões entre o calçadão e a ciclovia.

Foi neste trecho que o pianista Nelson Freire, que morreu no dia 1º novembro depois de um acidente caseiro, levou um tombo em outubro de 2019, quando fazia sua caminhada diária. O músico fraturou o úmero direito e, depois disso, nunca mais se apresentou ao público ou gravou.

— A gente chegou a sugerir ao Nelson que ele processasse a prefeitura, mas ele não quis. Ele saía de casa de carro, na Joatinga, para caminhadas diárias na Barra. E não foi apenas a fratura. Ele teve escoriações no rosto. Ainda sem saber a gravidade das lesões, pediu ajuda para que populares o auxiliassem a voltar ao carro — recorda-se Glória Guerra, que era empresária do pianista.

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