Prefeitura do Rio vai devolver valores de adicionais cortados com data retroativa

Camilla Pontes
Após reunião, a prefeitura decidiu devolver os valores

A Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou, em nota, que vai devolver os valores do auxílio-transporte e do adicional de difícil acesso cortados dos servidores da Prefeitura do Rio dos meses de março e abril. A devolução será feita até o dia 10 de junho, por meio de folha suplementar.

"Os descontos retroativos dos profissionais da Educação, relativos aos benefícios de transporte e de difícil acesso, dos meses de março e abril, serão pagos aos servidores em folha suplementar até 10 de junho", afirmou o comunicado da pasta.

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O corte retroativo dos adicionais caiu como uma bomba para os profissionais, que perceberam a amarga surpresa no contracheque de maio, com data retroativa a março, quando o município suspendeu as aulas presenciais por conta da pandemia de covid-19.

No dia 20 de maio, a Secretaria Municipal de Educação (SME), afirmou ao EXTRA que esses benefícios seriam suspensos, mas não mencionou o corte com data retroativa.

Diante da repercussão negativa, a pasta divulgou nas redes sociais que a secretária municipal de Educação, Talma Romero, se reuniria nesta segunda-feira (dia 1º) com a Subsecretaria de Serviços Compartilhados na tentativa de resolver a questão.

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O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (Sepe/RJ) emitiu nota na qual exigiu da prefeitura a supressão do desconto, considerado arbitrário pela entidade. "Há dois anos sem reajuste, os servidores municipais já sofrem com seus salários corroídos pela alta do custo de vida e os profissionais de educação não mereciam ser penalizados com tal corte nos seus salários efetuado pelo prefeito Crivella", afirmou o Sepe/RJ, que também reforçou que os adicionoais já fazem parte dos orçamentos domésticos dos servidores.