Prefeitura do Rio vai seguir calendário nacional e pessoas com comorbidades serão vacinadas após idosos

Luisa Valle
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O calendário de vacinação da cidade do Rio vai seguir o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que prevê que o grupo de pessoas com comorbidades, em situação de rua e presidiários seja vacinado após os idosos. Com isso, de acordo com informações da secretaria de Saúde, essas pessoas receberiam a primeira dose da vacina junto com profissionais da Educação e agentes de Segurança, que passaram a ser considerados prioritários.

"A gente precisa finalizar primeiro o grupo de 60 anos ou mais, que é o mais importante e os que mais internam. Nossa expectativa é começar esses grupos em abril", afirmou mais cedo o secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz, à TV Globo.

Em nota, a secretaria afirma que proposta é que o calendário municipal contemple a todos, lembrando que cada etapa da vacinação depende da chegada de novas remessas.

“A intenção da SMS é ampliar a vacinação, mas, antes, é importante finalizar a aplicação de doses do grupo de pessoas com mais de 60 anos e contemplar as pessoas com comorbidades, já que são os que mais internam. Cerca de 82% das internações graves são de idosos”, afirma trecho da nota.

O anúncio do governador em exercício Cláudio Castro de que os agentes da Segurança Pública serão priorizados na vacinação foi bastante criticado por especialistas, que defendem a ordem definida pelo PNI. A meta, segundo o governo do Rio é vacinar 20% dos efetivos de corporações como PM, polícias Civil e Federal, Corpo de Bombeiros e administração penitenciária — cerca de 15 mil de um contingente de 75 mil pessoas — em uma semana, entre 12 e 17 de abril. As doses destinadas a este grupo sairão das cotas que vêm sendo distribuídas pelo estado para as prefeituras. Os imunizantes irão direto para os batalhões da PM, onde os policiais civis também serão vacinados. Especialistas, porém, criticaram a decisão.

A vacinação das forças de segurança faz parte de um decreto de Castro cujo objetivo é unificar o calendário da vacinação nos 92 municípios fluminenses. Mas ele disse que o cronograma será um “balizador”, que pode ser adaptado pelos municípios com base em seu perfil demográfico. Pelo PNI, depois de idosos com 60 anos ou mais e de profissionais da Saúde (com preferência para aqueles que estão na linha de frente do combate à Covid-19), além de indígenas e quilombolas, a prioridade seria de pessoas com comorbidades, sem-teto, professores e portadores de deficiência física. E só depois viriam os agentes de Segurança.

Desde o início da pandemia, o Estado do Rio já registrou 644.754 casos de coronavírus. Só nesta terça, foram mais 283 óbitos, totalizando 36.432 mortes pela doença. A taxa de ocupação das UTIs está em 87,6%, e o tempo médio de espera por uma vaga é de 25 horas. Nesta terça, havia 694 na fila para uma vaga de terapia intensiva.