Prefeitura de São Paulo restringe horário e público em velório para evitar contágio por coronavírus

GÉSSICA BRANDINO
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 30.12.2019: O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), na sala de reunião da prefeitura, no Viaduto do Chá. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Serviço Funerário da Prefeitura de São Paulo restringiu para dez o número máximo de pessoas que podem permanecer nas salas de velório na capital e limitou o tempo de permanência no local a uma hora, como medida para evitar contágio pelo novo coronavírus.

As regras complementam o decreto de situação de emergência em São Paulo. A publicação foi feita no Diário Oficial do município nesta quinta-feira (19) e as restrições entram em vigor nesta sexta-feira (20).

O texto também modifica o atendimento na sede administrativa e nas administrações dos cemitérios, que terão seu horário foi reduzido, abrindo agora das 10h às 15h. As agências funerárias continuarão funcionando no mesmo horário.

Outra medida de prevenção adotada foi suspender por tempo indeterminado as cerimônias de despedida no crematório Dr. Jayme Augusto Lopes, na Vila Alpina. Pessoas que morreram por Covid-19 ou de casos suspeitos terão o caixão lacrado e serão veladas em salas específicas.

A infectologista Nancy Bellei frisa que pessoas com sintomas associados à Covid-19 não devem frequentar esses espaços. Caso não seja possível evitar a presença de idosos, Bellei, que é professora da Unifesp, diz que a orientação é que permaneçam no local por poucos minutos -especialmente no caso dos que têm mais de 80 anos.

Também é preciso que os que frequentem salas de velório e outras dependências funerárias atentem às medidas sanitárias gerais, como evitar aglomerações e lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool gel a 70%, evitando tocar o rosto, nariz e boca.

O decreto da prefeitura informa que os funcionários da empresa terceirizada de limpeza que atende ao serviço funerário já foram orientados sobre higienização de banheiros e reposição de materiais usados por frequentadores.

Para Nancy Bellei, os funcionários dos serviços funerários deveriam usar os mesmos equipamentos de proteção usados por profissionais de saúde. Segundo o Serviço Funerário Municipal, o emprego de luvas, máscaras e álcool em gel por funcionários já foi adotado por seus funcionários na cidade de São Paulo.

O decreto informa ainda que os sepultamentos deverão seguir protocolos semelhantes aos adotados diante da epidemia de H1N1, com uso de equipamentos de proteção individual, como óculos, luvas e uma roupa apropriada para manejar os corpos.