Prefeitura de SP anuncia vencedores para concessão do Vale do Anhangabaú

TAYGUARA RIBEIRO
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 30.06.2020 - Operários trabalham nas obras da reforma do vale do Anhangabaú. (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 30.06.2020 - Operários trabalham nas obras da reforma do vale do Anhangabaú. (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cidade de São Paulo terá o vale do Anhangabaú administrado pela iniciativa privada pelos próximos dez anos. A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), finalizou a licitação da região e definiu a empresa vencedora na manhã desta sexta-feira (23).

O consórcio Viaduto do Chá, formado pelas empresas G2P Partners e GMCOM Eventos e Projetos Especiais, venceu a concorrência e poderá administrar comercialmente o local, que fica no centro da capital paulista, de acordo com a administração municipal.

Atualmente o vale do Anhangabaú está em reforma. A entrega está prevista para o fim do mês. O custo das obras, que atrasaram, passa dos R$ 93 milhões.

Conforme a prefeitura, a parceria privada terá que investir na manutenção, preservação e revitalização do espaço. "Estima-se que, a capital ganhará cerca de R$ 46 milhões em benefícios econômicos" com a concessão, afirma texto divulgado pela gestão municipal.

Agora, será iniciado o processo de análise da documentação recebida e, após a habilitação, o contrato poderá ser assinado. A empresa vencedora apresentou o valor de R$ 6.509.000,33 para ter o direito de gerir a área.

O principal objetivo do projeto, segundo a prefeitura, é a ativação do espaço público, "ou seja, mediante sua revitalização e integração com o entorno, a concessão trará a qualificação do espaço por meio da realização de atividades e eventos, oferecimento de serviços e locação de espaços para comércio e alimentação".

Ainda segundo a gestão municipal, a parceria tem por finalidade "transformar uma área que hoje é de trânsito, em destino. Com isso, o projeto visa, assim, proporcionar à população um local de permanência com ambiência urbana, acessibilidade, lazer, zeladoria e segurança capaz de impactar positivamente o local e os munícipes, agregando desenvolvimento social e econômico".

A expectativa da prefeitura é que o projeto de concessão do Vale do Anhangabaú proporcione um benefício econômico de aproximadamente R$ 250 milhões por ano para os estabelecimentos do centro da cidade, além do aumento de cerca de 10 mil pessoas por semana circulando naquela região.

Entre as obrigações da empresa que irá administrar o vale do Anhangabaú está fornecer atividades de interesse coletivo no espaço, gratuitamente, que podem ser socioculturais, educacionais, esportivas ou recreativas e de lazer, por todo o período de concessão.

Os principais investimentos previstos na região são: reparos e manutenção de todas as áreas, galerias, quiosques e equipamentos existentes; monitoramento e vigilância com implantação de câmeras e postos de segurança 24 horas; instalação de lixeiras e sanitários públicos; fornecimento de energia elétrica, água, esgoto e telefonia e disponibilização de wi-fi gratuito.

A empresa terá também terá de implantar o Museu dos Direitos Humanos e Cidadania, na Galeria Prestes Maia, segundo a prefeitura.