Prefeitura de SP encomenda estudo para decidir sobre liberação do uso de máscara

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia depois de a Prefeitura de São Paulo sinalizar a possibilidade de flexibilizar o uso de máscara na cidade de São Paulo quando 90% da população paulistana tiver tomado as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse nesta quarta-feira (6), que deverá esperar os resultados de um estudo para adotar a medida e que dificilmente ela entrará em ação antes de novembro.

Durante entrevista coletiva em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) em São Miguel Paulista (zona leste da capital), onde lançou o programa "Territórios Inclusivos", que busca dar atendimento de saúde mais humanizado para mulheres com deficiência física, Nunes disse que pretende aguardar as informações do inquérito sorológico antes de precisar uma data.

"Estão sendo feitos os estudos, a gente está avançando bastante na vacina, não tendo neste momento nenhuma definição com relação à essa questão. Pode eventualmente acontecer, pode não acontecer, em algum momento vai acontecer. Não temos uma data marcada", afirmou.

Segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, que também esteve na UBS, o estudo deve ficar pronto em dez dias, mas a questão da flexibilização deve ficar para o próximo mês. "Isso é uma coisa para a partir de novembro", disse.

Numa referência a uma frase do governador João Doria (PSDB), em agosto, de que o uso de máscaras no estado será obrigatório até o final do ano, ele fez críticas. "Acho que a gente sempre deve focar no risco sanitário. Talvez, estipular uma data, como 31 de dezembro, com todo respeito que eu tenho às ações de outros órgãos, mas baseado em que?".

Nesta quarta, também em entrevista coletiva, Doria disse que governo de São Paulo deve decidir nesta semana se retira a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial no estado. O equipamento, uma das principais medidas contra a Covid, é mandatório para os paulistas desde maio de 2020.

Nunes detalhou que a prefeitura só vai flexibilizar o uso de máscara baseado em dados de ocupação de leitos de enfermaria e de UTI, número de óbitos, com os inquéritos sorológicos e com a questão da vacinação. “Pode ser, eventualmente, para daqui 15 dias [flexibilização das máscaras em ambientes abertos], mas por causa de um dado técnico. Pode ser que não seja 31 de dezembro, seja janeiro. O importante é que a prefeitura não fará previsão de data sem que ela estritamente relacionada a um dado técnico e científico da Secretaria [Municipal] da Saúde."

Segundo o prefeito, 98% dos adolescentes entre 12 e 17 anos já foram vacinados. Enquanto 83% dos adultos já tomaram duas doses dos imunizantes. No entanto, mais de 500 mil pessoas estão com a segunda dose atrasada na capital.

Nunes ainda disse que acompanha a gradual flexibilização do uso de máscaras em outros locais, e usou como exemplo a cidade do Rio de Janeiro, que deve desobrigar a utilização em alguns espaços a partir do dia 15, além de Portugal, que flexibilizou na última semana. "A cidade de São Paulo sempre teve a sua análise própria com relação a todos os aspectos relacionados à pandemia".

Edson Aparecido lembrou que a prefeitura tem sido mais restritiva do que o estado em relação à pandemia. "Nós sempre fomos mais restritivos do que o Comitê de Contingência do estado. Nós abrimos os teatros e os cinemas três meses depois. Quando o Comitê de Contingência autorizou 75% da capacidade das escolas, o município ficou durante muito tempo com 35%", afirmou.

Procurada para comentar as declarações do prefeito e do secretário da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde informou que "todas as medidas adotadas pelo governo do estado para enfrentamento da pandemia da Covid-19 são baseadas em critérios técnicos e científicos, com análise dos indicadores da doença e da vacinação".

A pasta também pontuou que, no momento, segue vigente a obrigatoriedade do uso de máscaras para prevenção da Covid-19 no Estado de São Paulo. "Qualquer definição seguirá pautada na ciência e na saúde, e será comunicada de forma ampla e transparente à população, como todas as medidas adotadas desde o início da pandemia".

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