Prefeitura de SP recupera 1,6 milhão de metros quadrados de ruas em seis meses

Após seis meses do anúncio de um programa de revitalização de vias, a Prefeitura de São Paulo entregou 1,6 milhão de metros quadrados de ruas reformadas, o que representa 27% da estimativa inicial. Desde de junho do ano passado, 55 trechos foram finalizados, nas cinco regiões da cidade.

A avenida Presidente Castelo Branco, entre a Ponte Freguesia do Ó e a Ponte do Limão, na Zona Norte da capital, está entre as entregas de 2022. Na Zona Leste, a avenida Conselheiro Carrão, entre a rua Atucuri e a Praça Quinze de Outubro, também teve a obra finalizada. A pista local da Marginal Pinheiros, entre a Ponte Cidade Universitária e a Avenida Valentim Gentil, na Zona Oeste, é outro exemplo.

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O programa prevê asfaltar ainda no primeiro semestre deste ano mais um trecho da Marginal Pinheiros, em ambos os sentidos. O trabalho será realizado da Avenida Interlagos até a Vítor Manzini e a previsão é de entrega em abril. Nesse trecho, o programa contempla 89,9 mil metros quadrados. No momento, 35 trechos estão em execução.

Com investimento de R$ 1 bilhão, este é o maior programa de reforma de ruas e avenidas realizado na capital paulista. Entre as áreas concluídas e as regiões já contratadas (mas não finalizadas), a iniciativa soma 3 milhões de metros quadrados.

— O ritmo das obras está dentro do esperado. Temos um cronograma assertivo, fiscalizamos semanalmente as empresas para conferir se tudo está como previsto — afirma a engenheira-chefe do Programa de Recapeamento da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), Kerolaynny Maia.

Os critérios utilizados para a escolha das vias eleitas para o programa são o volume de tráfego e a deterioração do pavimento existente, demanda de transporte coletivo sobre pneus, histórico de operação de conservação de pavimentos viários, além de outras demandas da própria comunidade.

O recapeamento em curso na cidade usa as tecnologias da informação e de engenharia para diagnosticar as condições e os problemas nas vias. A recuperação da malha viária é feita com asfalto composto por polímero e fibra. O tipo, segunda a prefeitura, é resistente à fadiga provocada pelo tempo e pelo tráfego intenso. O asfalto utilizado é composto por 50% de material reaproveitado. A matéria prima provém dos resíduos de asfalto, guias, sarjetas e concretos, retirados dos pavimentos antigos.

Apesar do período chuvoso nesta época do ano, Kerolaynny explica que o cronograma pré-estabelecido prevê as possíveis intercorrências ocasionadas pelas chuvas.

— Esse material precisa de determinada temperatura para compactar e ser aplicado na via. Se perder temperatura, não vai ter um trabalho de qualidade. Mas sabemos que em São Paulo chove nessa época do ano, então nosso planejamento leva isso em consideração. O prazo médio previsto para entrega de cada via é 120 dias — diz.

O ano começou com mais 172 mil metros quadrados de recape na capital. Na segunda-feira, o serviço foi iniciado na Rua Orfanato, localizado na região da Vila Prudente, no trecho compreendido entre a Avenida Vila Ema e Rua Ibitirama, em mais de 13 mil metros quadrados. A previsão do término deste serviço é no mês de fevereiro.

A partir desta quinta-feira, a região da Sé ganha mais quatro trechos com serviço de revitalização. Ao todo, são 31,5 mil metros quadrados de serviço na Avenida Prestes Maia. Com previsão de término também no mês de abril, os locais são o Túnel São João Paulo II, Avenida Tiradentes, Rua Dom Francisco de Sousa e Ponte Presidente Dutra.

— Neste primeiro momento, priorizamos as rotas com maior fluxo de transporte público, mas há um novo edital em andamento para acrescentar novas vias que ainda não foram contempladas pelo projeto de revitalização — finaliza a engenheira.