Prefeitura de SP retira bancos do Minhocão, mas não prevê a reinstalação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Instalado desde maio de 2021, o mobiliário desapareceu do elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, e a Prefeitura de São Paulo não estipulou data para o seu retorno.

Quem frequentou o local no dia da Proclamação da República sentiu a falta das arquibancadas e bancos de madeira, como de costume instalados às sexta-feiras, após as 20h, e aos feriados. Durante a semana, a via fica aberta ao tráfego de veículos de dia.

O espaço funciona como uma área de descanso e de interação para os frequentadores. O conjunto é composto de 36 praticáveis hexagonais (similares a um palco), quatro bancos e tablados e quatro arquibancadas, além de escada de acesso e gradis.

O custo da implantação do mobiliário, informado em 2021, era de R$ 1,8 milhão.

Em nota, a assessoria da prefeitura diz que a estrutura "está passando por uma reestruturação e deverá ser retomada novamente tão logo esse processo seja concluído".

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) também disse que a manutenção e operação do Minhocão será de responsabilidade da Secretaria Municipal de Turismo.

Antes o espaço vinha sendo administrado pela Secretaria de Urbanismo e Licenciamento, e o mobiliário vinha sendo instalado pela SPTuris, empresa vinculada à prefeitura, até o último dia 6.

A iniciativa se enquadra no chamado urbanismo tático, no qual espaços urbanos são repensados para facilitar a circulação de pessoas e integrar o espaço público à rotina de grandes cidades.

Em geral, as intervenções desse tipo são reversíveis e de baixo custo.