Prefeitura suspende festas de réveillon em quiosques da orla do Rio

O Globo
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Leo Martins 31-12-2019

RIO - A Prefeitura do Rio cancelou, nesta quinta-feira, as festas privadas de réveillon nos quiosques da orla da cidade, como revelou o jornalista Ancelmo Gois. Estão proibidos cercadinhos, shows ou eventos com cobrança de ingressos ao longo da orla, seja na areia ou calçadão na virada do ano. Na terça-feira, a prefeitura tinha cancelado o evento alternativo de réveillon no município, que teria shows transmitidos pela internet

— A preservação da vida é o que mais importa nesse momento e, por isso, entendemos e respeitamos a decisão da Prefeitura do Rio de não autorizar a realização de eventos maiores em alguns poucos estabelecimentos — afrimou o presidente da Orla Rio João Marcello, que se reuniu com o presidente em exercício da Riotur Fabricio Villa Flor.

— Essa medida é fundamental e segue a decisão tomada em relação ao réveillon oficial da cidade. Seguimos para uma virada de ano com responsabilidade social — disse Fabricio Villa Flor.

Já o prefeito Marcelo Crivella firsou que o momento é de “atenção redobrada à proteção das pessoas".

— Lamentamos profundamente as vidas que se foram, e esperamos salvaguardar outras tantas, apelando ainda para que tomem cuidados sanitários onde quer que estejam na virada de ano. Que 2021 seja um ano de superação, com a força de Deus”, disse o prefeito Marcelo Crivella.

Na segunda-fiera, a juíza Carmen Silvia de Arruda, da 15ª Vara Federal no Rio de Janeiro, dera um prazo de 72 horas ara que a prefeitura explique o que a levou a autorizar os cercadinhos nos quiosques para serem usados na festa de réveillon

Na segunda-feira, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública contra a União, o município do Rio de Janeiro, a Riotur e a concessionária Orla Rio para que se abstenham de cercar a faixa de areia e de cobrar ingresso no trecho de praia do Leme ao Pontal, devendo ocorrer a devida fiscalização, em 30 e 31 de dezembro de 2020. A ação, que tramita em primeira instância, seria para normalizar o uso da faixa de areia, já que é proibido, por lei federal, cobrar ingresso para se estar nela em qualquer parte do território nacional, o que tem acontecido há dois anos, principalmente, na orla da Zona Sul.