Prefeitura terá de indenizar família após aplicar vacina contra covid por engano em crianças de 1 a 3 anos

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Crianças foram vacinadas com imunizante errado após um erro de uma técnica de saúde (Foto: Getty Images)
Crianças foram vacinadas com imunizante errado após um erro de uma técnica de saúde (Foto: Getty Images)
  • Prefeitura de Itirapina terá de indenizar cinco famílias por aplicar CoronaVac por engano

  • Crianças de 1 a 3 anos foram se vacinar contra influenza e receberam imunizante contra a covid-19

  • Prefeitura foi condenada a pagar R$ 5 mil para cada uma das cinco criança

A prefeitura de Itirapina, cidade no estado de São Paulo, terá de indenizar famílias de cinco crianças, vacinadas de forma equivocada contra a covid-19. O caso foi revelado pelo colunista Rogério Gentile, do Uol.

A Justiça condenou a prefeitura a pagar R$ 5 mil para cada uma. No dia 13 de abril, as famílias levaram as crianças para serem vacinadas contra a gripe, todas elas tinham entre 1 e 3 anos. Por engano, elas receberam a CoronaVac.

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Segundo informações do Uol, o erro foi de uma técnica de enfermagem. Ela teria se confundido no momento de separar os frascos e mandar para o local de imunização.

No total, 46 pessoas receberam o imunizante errado no município, entre elas, 28 crianças. De acordo com o portal, as famílias tomaram ciência do problema no dia seguinte, quando a prefeitura notou que estavam faltando 46 doses da CoronaVac. Quando o erro foi percebido, foi emitido um comunicado alertando sobre a falha.

Na condenação, revelada pelo Uol, o juiz Leonardo Christiano Melo afirmou que o fato “causou forte angústia e aflição”. “Destaque-se que, à época dos fatos, sequer existiam estudos acerca da aplicação da vacina CoronaVac em adolescentes e crianças. Aliás, até hoje não está aprovada a vacinação para crianças dessa faixa etária.”

Ao entrarem na Justiça, as mães afirmaram que ficaram assustadas ao saberem do que havia ocorrido. As famílias pediram R$ 30 mil de indenização para cada. “Imagine a angústia e o sofrimento de uma mãe cujo filho recebeu, como cobaia, uma vacina recém-desenvolvida e sobre a qual não há estudos sobre o efeito colateral em crianças”, alegou o advogado Marcelo Mesquita Júnior, que representa as famílias.

A prefeitura confirmou o erro e disse que acompanhou todas as pessoas que receberam a CoronaVac de forma equivocada. A defesa disse à Justiça que, apesar do erro, a saúde das crianças não foi prejudicada. “Pelo contrário, adquiriam imunizada para a covid-19, o que deve ser considerado uma benção”, declarou a prefeitura.

Ainda cabe recurso da decisão.

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