Prefeitura vê indícios de transmissão comunitária por variante delta do novo coronavírus em SP

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 01.06.2021 - Ônibus de consultas médicas passa a realizar teste de Covid-19 em passageiros que chegam em São Paulo no aeroporto de Congonhas com sintomas de Covid.  (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 01.06.2021 - Ônibus de consultas médicas passa a realizar teste de Covid-19 em passageiros que chegam em São Paulo no aeroporto de Congonhas com sintomas de Covid. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), da Prefeitura de São Paulo, afirma que existem indícios de que o paciente com a variante delta do novo coronavírus identificado na capital paulista foi infectado por transmissão comunitária.

O primeiro caso de um morador na cidade de São Paulo com a cepa de origem indiana foi confirmado na noite de segunda-feira (5) pela Secretaria Municipal da Saúde. Trata-se de um homem de 45 anos, que teve sintomas leves da doença, conforme a pasta da gestão Ricardo Nunes (MDB).

"Segundo avaliações preliminares, ficou constatado que existem indícios de que se trata de uma transmissão comunitária, que é caracterizada na impossibilidade de identificar a origem da infecção", afirmou a secretaria, em nota.

De acordo com a pasta, o paciente afirmou que trabalha em casa, disse não ter viajado e negou que teve contato com outras pessoas que tenham viajado. A sua profissão e o local onde mora não foram informados.

Outras três pessoas (mulher, filho e enteado), que moram com o paciente, também apresentaram sintomas na mesma época --meados de junho--, igualmente seguem em casa e estão sendo monitorados. "A Covisa está investigando as amostras dos três familiares para que sejam encaminhadas ao Instituto Butantã", diz a pasta.

"O caso está sob investigação para descobrir de que forma ocorreu a contaminação, levando em consideração que a pessoa trabalha em casa, diz não ter viajado e não ter tido contato com pessoas que viajaram. No entanto, ele reside com mais três pessoas, que tiveram contato com outras pessoas. Todos estes contatos e locais estão sendo investigados, em busca de uma resposta para saber como ocorreu a contaminação", diz, a secretaria, em nota.

Segundo a prefeitura, a rede de atenção básica segue monitorando todos os casos suspeitos e confirmados de Covid-19. "O município continua encaminhando ao Instituto Butantan e ao Instituto de Medicina Tropical da USP cerca de 700 amostras semanais positivas para a Covid-19. Desde abril, estas apontaram apenas este caso para a variante delta, que está sendo investigado", completa a nota.

Por causa da variante, a secretaria instalou barreiras sanitárias nos terminais rodoviários da capital e no aeroporto de Congonhas (zona sul) para monitorar passageiros que chegam à cidade.

Leitos foram reservados no Hospital Geral de Guaianases (zona leste), exclusivamente para tratar pacientes com a nova cepa.

A variante delta do coronavírus Sars-CoV-2 (anteriormente chamada de B.1.617.2) foi primeiramente identificada na Índia em outubro de 2020 e é apontada como a principal responsável pelo surto de Covid-19 que atingiu o país asiático no início deste ano, sobrecarregando os sistemas de saúde e levando caos ao sistema funerário.

Até o início de julho, a variante já havia se espalhado por 98 países, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), independentemente das taxas de vacinação da população dessas nações. Cientistas do mundo todo vêm apontando que a delta é a variante que gera maior preocupação até o momento.

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