Premiê britânico é internado para exames, após testar positivo para COVID-19

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O premiê britânico, Boris Johnson, em foto de 25 de março de 2020, em frente à sua residência, na Downing Street, número 10, em Londres
O premiê britânico, Boris Johnson, em foto de 25 de março de 2020, em frente à sua residência, na Downing Street, número 10, em Londres

O premiê britânico, Boris Johnson, deu entrada neste domingo (5) em um hospital para se submeter a exames, 10 dias após testar positivo para o novo coronavírus.

Johnson, de 55 anos, anunciou que tinha sintomas leves de COVID-19 em 27 de março e que havia decidido se isolar em sua residência, em Downing Street.

Ele tinha previsto voltar a sair ao exterior na sexta, após uma semana de isolamento, durante a qual continuou chefiando o país de sua residência, mas decidiu continuar em quarentena porque permanecia com febre, um dos sintomas dos contagiados pelo novo coronavírus.

"Seguindo orientações médicas, o premiê deu entrada esta noite no hospital para realizar exames", anunciou Downing Street, assinalando que se trata de uma medida de precaução.

"É uma medida de precaução, pois o primeiro-ministro continua tendo sintomas persistentes do coronavírus dez dias depois de ter testado positivo para o vírus", acrescentou o texto.

As informações disponíveis indicam que a hospitalização de Johnson não é urgente e que se deveu à persistência dos sintomas.

O presidente americano, Donald Trump, se disse "esperançoso e seguro" de que Johnson, a quem chamou de "amigo", vai se recuperar e ficar bem.

"É um homem forte, uma pessoa forte", afirmou o presidente americano.

Johnson é o político de mais alto escalão a contrair o novo coronavírus. Sua companheira, Carrie Symonds, que está grávida, afirmou que esteve doente com sintomas durante uma semana, mas que já se recuperou.

Perguntado neste domingo sobre Johnson na Sky News, o ministro da Saúde, Matt Hancock, disse que o primeiro-ministro "estava bem" e "estava no comando do país".

"Algumas pessoas têm sintomas bastante leves (da COVID-19), outras muito, muito graves. O primeiro-ministro não chegou a esse extremo", disse.

"Trabalho com ele todos os dias e posso lhes assegurar que está com o moral elevado", acrescentou. "Mas quer ser muito prudente e seguir ao pé da letra os conselhos de saúde pública", sobretudo para "dar o exemplo".

O ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, voltou ao trabalho na sexta-feira após ter passado uma semana em casa por também ter testado positivo para a COVID-19.

Um dos principais assessores do primeiro-ministro, Dominic Cummings, também decidiu adotar a quarentena.

A pandemia matou quase 5.000 pessoas na Grã-Bretanha e os cidadãos estão confinados há duas semanas. Neste domingo, o governo ameaçou endurecer as medidas se as instruções não forem seguidas.

A população só pode sair para comprar comida, ir ao médico e fazer exercício uma vez por dia.