Premiê etíope pede 'sacrifícios' à população para 'salvar o país'

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Premiê da Etiópia pede sacrifícios para salvar o país (AFP/EDUARDO SOTERAS)

Os etíopes devem estar dispostos a fazer "sacrifícios" para "salvar" seu país - declarou o primeiro-ministro Abiy Ahmed, no sábado (6), enquanto no norte se intensificam os combates entre as forças do governo e os rebeldes de Tigré, que agora ameaçam avançar para a capital.

"É preciso fazer sacrifícios, mas estes sacrifícios salvarão a Etiópia", tuitou Abiy Ahmed.

"Conhecemos provações e obstáculos. Eles nos tornaram mais fortes. Temos mais aliados do que aqueles que se voltaram contra nós. Morrer por nossa soberania, unidade e identidade é uma honra. Não existe Etiópia sem sacrifício", declarou.

Estas declarações surgem na esteira do anúncio da criação de uma aliança entre nove organizações rebeldes de diferentes regiões e etnias da Etiópia, construída em torno da Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPLF), que luta contra as forças governamentais há mais de um ano.

Esta "frente unida" pretende "derrubar o regime" de Abiy Ahmed, declarou Berhane Gebre Christos, representante da TPLF, no momento de assinatura desta aliança, em Washington.

No último fim de semana, a TPLF anunciou a tomada de duas cidades estratégicas na região de Amhara, para onde seus combatentes avançaram após recuperarem seu bastião de Tigré em junho.

Na quarta-feira (3), a TPLF afirmou ter chegado à localidade de Kemissie, 325 quilômetros ao norte da capital, Adis Abeba, onde se uniu ao Exército de Libertação Oromo (OLA), grupo armado desta etnia. Ambos não descartam a possibilidade de avançarem para a capital.

Depois de declarar estado de emergência nacional na terça-feira (2), o governo negou qualquer avanço rebelde importante e qualquer ameaça à capital, garantindo que vencerá esta "guerra existencial".

Na sexta-feira, a porta-voz do primeiro-ministro, Billene Seyoum, criticou o "discurso alarmista" por parte da TPLF, alimentado pela "desinformação", destinado a criar "uma falsa sensação de insegurança".

Este conflito já deixou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados e mergulhou o norte do país em uma profunda crise humanitária.

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