Premiê italiano viaja aos EUA para falar de Ucrânia com Biden

(Arquivo) O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi (D), cumprimenta o presidente dos EUA, Joe Biden (E), durante encontro no Palazzo Chigi, em Roma, em 29 de outubro de 2021 (AFP/Brendan SMIALOWSKI) (Brendan SMIALOWSKI)

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, viajou aos Estados Unidos para se reunir, nesta terça-feira (10), em Washington, com o presidente americano Joe Biden, um encontro dominado pela guerra na Ucrânia.

Apesar da dependência da Itália do gás russo e da relação particularmente amigável que mantinha com Moscou, o governo de Draghi sempre se posicionou a favor das sanções contra a Rússia.

Assim como seus aliados ocidentais, Roma enviou armas à Ucrânia, mesmo com o mal-estar crescente por isso entre os aliados da coalizão governamental heterogênea que apoia Draghi, que vai da extrema-direita à esquerda.

O economista e ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) se comprometeu a apoiar todas as sanções que a União Europeia tomar contra o setor energético russo, apesar dos riscos que isso representa para a Itália, já que 40% do gás natural importado pelo país vem da Rússia.

A União Europeia está discutindo um projeto de embargo sobre o petróleo russo, que está atualmente bloqueado pela Hungria. Para que as sanções sejam adotadas é necessária a unanimidade dos 27 países do bloco.

Até agora, foram adotados cinco pacotes de sanções contra a Rússia desde a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. A Alemanha, por sua vez, descartou um embargo imediato de todas as fontes de energia provenientes da Rússia e, em particular, do gás. O objetivo, de qualquer forma, é deixar de importar petróleo russo até o fim do ano.

"A Itália não se opõe às sanções contra o gás russo", declarou Luigi Scazzieri, pesquisador do Centro Europeu de Reformas, em entrevista à AFP.

Roma está diversificando o fornecimento de gás através de acordos com países africanos, entre eles a Argélia, acrescentou.

A reunião na Casa Branca acontece antes de diversas cúpulas internacionais, entre elas as do G7 e da Otan, programadas para o próximo mês na Europa.

Os dois líderes também deverão falar sobre medidas para ajudar a Ucrânia e as sanções contra Moscou, assim como sobre a economia mundial, a segurança energética da Europa e a mudança climática.

Mario Draghi mantém vínculos especialmente próximos com os Estados Unidos, onde estudou e trabalhou para o Banco Mundial e para o banco privado Goldman Sachs.

Durante a sua permanência em Washington, Draghi receberá, na quarta-feira, das mãos da secretária do Tesouro Janet Yellen, um prêmio concedido pelo Atlantic Council.

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