Premiê libanês diz que seu país está no 'limite' com fluxo de refugiados sírios

Refugiados sírios caminham em acampamento não oficial no vilarejo de Deir Zannoun, no vale libanês Bekaa, em 31 de janeiro de 2017

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, advertiu nesta sexta-feira que seu país chegou ao "limite" ao acolher mais de um milhão de refugiados sírios e pediu à comunidade internacional um maior apoio.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou, em um balanço atualizado, que mais de seis milhões de sírios fugiram do seu país desde o início do conflito em 2011.

Desses seis milhões, o Líbano já recebeu mais de um milhão de sírios, cerca de um quarto de sua população atual, de quatro milhões de habitantes.

"Este problema atingiu um limite para nós no Líbano. Queremos que a comunidade internacional nos escute e compreenda que o Líbano está enfrentando uma crise", declarou Hariri à imprensa estrangeira em Beirute.

No dia 5 de abril será organizada em Bruxelas uma conferência internacional sobre uma solução para o conflito na Síria, liderada pela União Europeia e as Nações Unidas.

O premiê libanês afirmou que pedirá nesta conferência mais apoio internacional para melhorar a suas infraestruturas, incluindo escolas, estradas, meio ambiente e segurança no Líbano.

Hariri deve propor que a comunidade "prometa de 10.000 a 12.000 dólares por refugiado (no Líbano) de cinco a sete anos".

Ele ressaltou ainda que teme que a crise de refugiados leve o país a um colapso, em razão da "alta tensão" entre sírios e libaneses.

A chegada em massa dos refugiados sírios no Líbano limitou os recursos econômicos do país, assegurou.

Diferentemente dos refugiados palestinos que vivem em acampamentos administrados pela ONU, os refugiados sírios no Líbano vivem em acampamentos não oficiais.