Premiê sueco renuncia após moção de desconfiança

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Stefan Lofven durante entrevista coletiva em Estocolmo

Por Simon Johnson e Johan Ahlander

ESTOCOLMO (Reuters) - O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, disse nesta segunda-feira que está renunciando, e com isso encarregando o presidente do Parlamento de encontrar um novo premiê depois de sofrer uma moção de desconfiança na semana passada.

O líder Social Democrata tinha até a meia-noite desta segunda-feira como prazo para renunciar ou convocar uma eleição antecipada depois da moção de desconfiança de 21 de junho, quando o Partido Verde retirou seu apoio. Ele esperava encontrar um novo apoio no Parlamento para conseguir ser indicado novamente ao cargo.

"Pedi para ser dispensado como primeiro-ministro", disse Lofven em uma coletiva de imprensa convocada às pressas. "É a decisão política mais difícil que já tomei."

Agora o presidente do Parlamento, Andreas Norlen, terá até quatro tentativas de encontrar um novo premiê com apoio suficiente dos parlamentares. Se fracassar, uma eleição antecipada precisa ser convocada pouco mais de um ano antes das eleições programadas para setembro de 2022.

O pleito terá de acontecer mesmo que um novo governo seja formado, o que significa que qualquer governo novo terá vida curta.

Lofven também disse nesta segunda-feira que espera que uma nova votação possa ser evitada, acrescentando: "Faltando um ano para a eleição, e uma pandemia em andamento, uma eleição antecipada não é a melhor coisa para a Suécia".

Agora os blocos de centro-esquerda e centro-direita estão equilibrados no Parlamento, e pesquisas de opinião sugerem que uma eleição geral pode não mudar o quadro.

(Reportagem adicional de Anna Ringstrom)

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