Cuba celebrará aniversário da Revolução pela 1ª vez sem Fidel Castro

Yeny García.

Havana, 31 dez (EFE).- Cuba celebrará neste domingo os 58 anos da Revolução, no primeiro aniversário sem o homem que a liderou, Fidel Castro, que morreu no último dia 25 de novembro, aos 90 anos, mas que, segundo os veículos de imprensa oficiais do país, estará "presente" em cada cidadão.

Na ilha caribenha, as festas de Ano Novo dividem atenção com a comemoração pela Revolução Cubana, com direito a uma transmissão pela televisão e rádio, que começa à meia-noite (local). Neste ano, a expectativa é que o grande protagonista do especial seja o ex-presidente.

"Chegará o momento esperado da noite do dia 31, para se despedir o 2016. Fidel estará nas casas de Cuba", diz um artigo veiculado pela Agência Cubana de Notícias (ACN).

Segundo o órgão estatal, "em diálogo com a história, Fidel receberá junto aos cubanos esta nova alvorada de janeiro".

Este programa especial, habitualmente, tem um locutor dos veículos de imprensa oficiais de Cuba, que não aparece, e narra imagens que são exibidas, sempre de forma alinhada as ideias do governo.

Em Santiago de Cuba, onde Fidel foi enterrado, quase 58 anos depois de ter realizado histórico discurso na madrugada de 1º de janeiro, acontecerá a Festa da Bandeira, no parque Céspedes, mesmo local onde o líder revolucionário se dirigiu a população local.

A celebração, que chega a 115 anos, consiste no hasteamento da bandeira do país à meia-noite (local), enquanto o hino nacional é executado. Cantores e grupos de música locais fazem apresentações artísticas.

Neste ano, o evento ganhou novo nome, e passa a se chamar Ato Patriótico em Homenagem à Bandeira, e a expectativa é que turistas de todo o país o acompanhem, na frente da prefeitura da segunda cidade mais importante do país.

Em Havana, onde não há o mesmo ambiente festivo de outros anos, foram programadas diversos concertos musicais e feiras livres, onde os moradores puderam encontrar produtos agrícolas que, normalmente, se esgotam rapidamente em mercados populares.

Os cubanos não costumam receber o novo ano com grandes celebrações ou espetáculos de fogos de artifício, preferindo jantar em família ou em centenas de restaurantes, que há semanas divulgam as promoções de fim de ano.

O dia 1º de janeiro, por sua vez, é reservado a celebrações fora de casa, com atividades culturais programadas pelo governo.

Nas últimas semanas, houve rumores de que Cuba não celebraria o Natal e o Ano Novo, como extensão dos nove dias de luto, decretados pela morte de Fidel Castro. A imprensa do país, no entanto, garante que todas as festas correm com normalidade. EFE