Premier holandês considera inaceitável denúncia de Erdogan por caricatura

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O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte (L), fala à imprensa depois que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan apresentou uma queixa às autoridades turcas contra o líder do Partido da Liberdade holandês (PVV), Geert Wilders, por uma charge que ele postou no Twitter retratando o chefe de estado turco com o comentário "terrorista", na Câmara dos Representantes de Haia, em 27 de outubro de 2020.
O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte (L), fala à imprensa depois que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan apresentou uma queixa às autoridades turcas contra o líder do Partido da Liberdade holandês (PVV), Geert Wilders, por uma charge que ele postou no Twitter retratando o chefe de estado turco com o comentário "terrorista", na Câmara dos Representantes de Haia, em 27 de outubro de 2020.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, classificou como inaceitável a denúncia apresentada nesta terça-feira (27) por Recep Tayyip Erdogan contra um dirigente ultraconservador holandês que compartilhou uma caricatura do presidente turco no Twitter.

"Tenho uma mensagem para o presidente Erdogan e é muito simples: na Holanda consideramos a liberdade de expressão como o maior bem e isso inclui as caricaturas, também as caricaturas de políticos", garantiu Rutte em uma declaração para a rede de televisão estatal holandesa NOS, em que direcionou a fala diretamente para Erdogan, encarando fixamente a câmera.

O deputado de extrema direita, Geert Wilders, líder da oposição, publicou no sábado no Twitter uma caricatura do presidente turco, em que aparecia com uma bomba na cabeça e era chamado de "terrorista".

Segundo a agência estatal turca de notícias Anadolu, Erdogan apresentou uma denúncia na terça-feira (27) em Ancara contra Wilders e o acusou de "fascismo".

"Uma denúncia a um político holandês, que inclusive poderia abranger restrições na liberdade de expressão, é inaceitável", garantiu Rutte, que afirmou que seu governo também expressará seu ponto de vista às autoridades turcas "através dos canais diplomáticos habituais".

Rutte foi um dos primeiros líderes europeus que apoiaram o presidente francês, Emmanuel Macron, após ter sido duramente criticado por Erdogan, que o acusou de ter tentado lançar "uma campanha de ódio" contra os muçulmanos e fez uma convocação de boicote aos produtos franceses.

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