Premier italiano sinaliza que decisão de renunciar está mantida

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Mario Draghi sinalizou que está determinado a renunciar ao cargo de primeiro-ministro da Itália na próxima semana, já que não tem mais o apoio de todos os partidos em sua aliança governista fragmentada, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

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O presidente italiano, Sergio Mattarella, rejeitou a renúncia de Draghi na quinta-feira, instando-o a tentar angariar mais apoios entre seus aliados parlamentares. O premier se ofereceu para sair depois que o segundo maior partido da coalizão governista, o antissistema Movimento 5 Estrelas, (M5S, na sigla em italiano), se negou a oferecer o seu apoio em uma votação importante no Senado de um pacote de ajuda para empresas e famílias.

Draghi não está disposto a reconsiderar sua decisão de deixar o governo e deve reiterar essa postura quando se dirigir a parlamentares em Roma na próxima quarta-feira, disseram as fontes, que pediram para não serem identificadas porque as conversas eram privadas. Um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro não quis comentar.

O governo que Draghi lidera é formado por praticamente todos os partidos italianos, da direita à esquerda, com a exceção notável dos Irmãos de Itália, dirigido por Giorgia Meloni, hoje uma das políticas mais populares do país. Pelo calendário regular, novas eleições gerais na Itália só aconteceriam em junho de 2023.

Turbulência

A renúncia de Draghi poria a Itália em turbulência num momento em que a Europa enfrenta uma crise energética fomentada pela guerra da Rússia na Ucrânia. A incerteza também ocorre em um período de dificuldade para a zona do euro, com a probabilidade de uma recessão cada vez maior.

A decisão de renunciar impediria as tentativas frenéticas de Mattarella e outros líderes políticos de evitar uma crise no governo antes dos discursos de Draghi na quarta-feira. A reação do mercado à turbulência tem sido relativamente suave, na medida em que os investidores pareciam convencidos de que resultados perturbadores, como eleições antecipadas, permanecem relativamente improváveis.

Desde que foi nomeado por Mattarella para conduzir a Itália na pandemia de Covid-19 no início de 2021, Draghi disse que só permaneceria no cargo se tivesse o apoio de todos os partidos da coalizão governista. Ele reiterou a mesma linha nas últimas semanas, à medida que as tensões aumentaram com o ex-primeiro-ministro Conte, que criticou o pacote de ajuda do governo e a posição sobre a guerra da Rússia na Ucrânia.

Se Mattarella convocasse uma nova eleição, a votação teria que acontecer em 70 dias. Com base nas pesquisas atuais, uma coalizão de centro-direita liderada pelos extremistas Irmãos de Itália venceria caso seus membros se mantivessem juntos. Mas o cenário político está em mudança e é possível que nenhum grupo tenha a maioria.

Mesmo que Conte tenha desencadeado a situação atual, ele terá que decidir se é do interesse de seu partido ter uma votação antecipada – a popularidade do Cinco Estrelas despencou desde que entrou no governo e provavelmente perderia assentos.

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