Preocupados com recessão causada por coronavírus, líderes do G-20 vão injetar quase US$ 5 trilhões na economia mundial

Eliane Oliveira

BRASÍLIA - Reunidos nesta quinta-feira em videoconferência, os líderes dos países do G-20 - bloco que reúne as 20 maiores economias do mundo - anunciaram que vão injetar US$ 4,8 trilhões na economia global. A medida integra um conjunto de ações para combater os impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia de coronavírus.

"O vírus não respeita fronteiras. O combate a esta pandemia exige uma resposta global com espírito de solidariedade, que seja transparente, robusta, coordenada, de larga escala e baseada na ciência. Estamos fortemente comprometidos a apresentar uma frente unida contra essa ameaça comum", destaca o comunicado final da reunião.

Os líderes decidiram orientar seus ministros das finanças e presidentes de bancos centrais a elaborarem um plano de ação coordenado pelo G-20 e em colaboração com as organizações internacionais. Na declaração, eles apoiaram enfaticamente as medidas adotadas pelos bancos centrais para apoiar o fluxo de crédito para famílias e empresas.

"Estamos adotando medidas imediatas e vigorosas para apoiar nossas economias; proteger trabalhadores, empresas - especialmente micro, pequenas e médias empresas - e os setores mais afetados; e amparar os vulneráveis com proteção social adequada", diz um trecho da declaração.

O comunicado também destaca o comprometimento do G-20 em ampliar o financiamento de pesquisas e desenvolvimento de pesquisas e medicamentos, alavancar tecnologias digitais e fortalecer a cooperação científica internacional. Outra preocupação demonstrada pelos líderes foi em preservar os fluxos de comércio de bens e serviços.

"Tendo em conta as necessidades de nossos cidadãos, trabalharemos para garantir o fluxo transfronteiriço de suprimentos médicos vitais, produtos agrícolas essenciais e outros bens e serviços e trabalharemos para solucionar as interrupções nas cadeias globais de suprimentos, para apoiar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas".