Preparador físico particular fala sobre condição de atletas do Santos durante a quarentena

Fábio Lázaro

Ainda sem previsão de retorno dos treinamentos, já que o Santos enviou um comunicado a atletas e funcionários que não prevê a volta das atividades em junho, os jogadores do Peixe tem trabalho o seu condicionamento de forma particular, além de seguir a cartilha deixada pelo Departamento Físico santista.

Preparador de alguns integrantes do atual elenco, como Éverson, Sandry, Carlos Sánchez, Lucas Ventuo e Kaio Jorge, Sérgio Peres explicou ao LANCE! como tem realizado o processo da manutenção da forma dos profissionais e a relação do seu sistema com o promovido pelo Santos.

– Comigo eles treinam de duas a três vezes por semana. Procuro deixar as atividades do Santos para eles realizarem nos dias contrários aos meus treinamentos – afirmou.

– Vejo que eles (Santos) estão tendo os cuidados e preocupações com os atletas diariamente através das lives, com treinamentos e reuniões – completou.

De acordo com o preador físico, cada atleta possui uma situação específico, portanto, embora existam situações de alguns jogadores treinarem em dupla, os cronogramas são montados de forma particular.

– Tenho trabalhado de forma bem específica e pontual com cada atleta, de acordo com as suas necessidades e prioridades. Para isso, realizamos vários tipos de avaliações físicas, em parceria com o fisioterapeuta Tom Pierin e sua equipe – pontuou.

Cuidados no retorno

Sérgio acredita que o prazo ideal de intertemporada, antes da retomada dos jogos oficiais, deva ser de 20 e 30, mas sabe que cada situação tem as suas especificidades. O profissional também vê de forma positiva mudanças na regra nesta temporada, como o aumento para cinco substituições, para que a parte física dos atletas não seja tão afetadas.

– O grupo está muito heterogêneo, mas acredito que o ideal seria pelo menos de 20 a 30 dias de intertemporada. Sabendo que será praticamente impossível um período desse só para treinamentos, devido ao calendário apertado – disse.

– Estamos vivendo algo nunca visto no futebol. Os atletas estão há muito tempo parado, o risco de lesão é muito alto no retorno. Quanto mais pudemos blindar a integridade do atleta melhor, e essa questão das cinco substituições ajudará bastante – acrescentou.

O elenco santista está há 76 sem entrar em campo e 74 sem treinar. O último jogo disputado pelo Alvinegro Praiano foi no dia 14 de março, na derrota por 2 a 1 contra o São Paulo, no estádio do Morumbi, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista. No dia seguinte, os jogadores ganharam folga e se reapresentaram no dia 16 de março, no CT Rei Pelé, para aquela que seria a última atividade do clube antes da quarentena, devido a pandemia do novo coronavírus.