Presa, ex-mulher de Nem recebe proposta de trabalho para ganhar R$ 1 mil como vendedora

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Danúbia de Souza Rangel, ex-mulher do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, recebeu uma proposta de emprego como vendedora para ganhar R$ 1,1 mil em uma empresa na Zona Oeste do Rio. Ela está presa em regime semiaberto no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, e apresentou a proposta à Justiça para solicitar autorização para poder deixar a cadeia e trabalhar.

Os presos que cumprem pena em regime semiaberto podem conseguir permissão para deixar o presídio para trabalhar ou visitar a família. Danubia ainda não tem autorização para essas saídas.

De acordo com a proposta apresentada pela defesa, o horário de trabalho seria de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, aos sábados de 9h às 13h. Segundo o EXTRA apurou, a empresa que fez a proposta para Danúbia tem como atividade principal "promoção de vendas" e atividade secundária de "treinamento em informática".

Na proposta, não fica claro quais produtos seriam vendidos pela ex-mulher de Nem. Além do salário de R$ 1,1 mil, ela ainda receberia comissão pelas vendas.

O pedido de Danúbia foi feito à Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio, que ainda não decidiu sobre o requerimento. O Ministério Público deu parecer contrário à concessão da saída para que a presa trabalhe fora da cadeia.

O MP argumenta que Danubia foi condenada pelos crimes de associação para o tráfico e corrupção ativa por seu envolvimento com a quadrilha de Nem e apontada como responsável por repassar as ordens do ex-marido, preso há dez anos, a outros integrantes da quadrilha.

A promotora Cristiane da Rocha, responsável pelo parecer, acrescenta ainda que dados de inteligência apontam que o acesso de Danúbia "ao meio externo poderá gerar instabilidade em comunidades do Rio de Janeiro".

Danúbia está presa desde outubro de 2017. Ela cumpre pena de oito anos, dois meses e 20 dias de prisão e responde a outro processo, por lavagem de dinheiro, ainda sem sentença. Em petições à Justiça, os advogados de Danúbia argumentam que ela já não é mais mulher de Nem e não possui nenhum contato com o traficante há alguns anos.

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