Presa, ex-presidente da Coreia do Sul recebe perdão do atual governo

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Park Geun-hye em corredor, ao lado de policial
Ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye foi condenada a 22 anos de prisão

O presidente sul-coreano Moon Jae-in concedeu perdão à ex-presidente Park Geun-hye, que cumpria pena de 22 anos de prisão por envolvimento em um grande escândalo de corrupção.

Park Geun-hye, hoje com 69 anos, foi condenada por abuso de poder e coerção após sofrer um impeachment em 2017.

Ela foi a primeira líder eleita democraticamente em seu país a ser forçada a deixar o cargo.

Neste ano, a ex-presidente foi hospitalizada três vezes devido a dores crônicas no ombro e na região lombar.

A agência de notícias local Yonhap disse que Park foi incluída na lista de anistias de Moon para o ano novo em parte devido à sua saúde frágil. O anúncio foi uma surpresa, já que Moon Jae-in havia descartado anteriormente conceder o perdão.

Moon chegou ao poder com a promessa de erradicar a corrupção no alto escalão, segundo explica a correspondente da BBC em Seul, Laura Bicker.

Em 2018, Park foi considerada culpada por 16 das 18 acusações das quais foi alvo, a maioria relacionada a suborno e coerção.

O tribunal decidiu que ela conspirou com uma amiga próxima, Choi Soon-sil, para pressionar conglomerados — como a como a gigante de eletrônicos Samsung e a rede de varejo Lotte — a dar milhões de dólares a fundações administradas por Choi.

Além disso, Park foi considerada culpada por vazar documentos confidenciais para sua amiga de longa data.

A ex-presidente sempre negou qualquer irregularidade.

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