Presa suspeita de aliciar brasileiros que levaram drogas para Tailândia

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Uma mulher foi presa na manhã desta quinta-feira (5), em Curitiba, suspeita de aliciar três brasileiros presos com drogas na Tailândia. O trio levava 15,5 quilos de cocaína na bagagem. A mulher presa aparece em filmagens ao lado de dois paranaenses que embarcaram no aeroporto Afonso Pena, em fevereiro, com destino ao país da Ásia.

A Polícia Federal investiga o caso e diz que os dois homens já haviam viajado para o exterior, antes do período da pandemia, em situações suspeitas.

A prisão dos três brasileiros no aeroporto de Bancoc ocorreu em 14 de fevereiro. Eles são acusados de tráfico de drogas e associação criminosa para o tráfico, com penas somadas de 25 anos de reclusão.

"A partir do momento da prisão deles na Tailândia nós iniciamos as investigações para identificar toda a cadeia criminosa", contou o delegado superintendente da PF no Paraná, Omar Haj Mussi.

Segundo ele, como qualquer atividade econômica, o trágico de drogas costuma fazer uma análise de risco, pela possibilidade da carga ser interceptada ou as "mulas", como são chamadas as pessoas que transportam as drogas, serem presas.

O nome da detida nesta quinta em Curitiba não foi divulgado pela PF. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dela. ​

O CASO

De acordo com o governo tailandês, em 14 de fevereiro, por volta das 7h da manhã, autoridades descobriram 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos secretos de três malas.

A bagagem pertencia a um casal brasileiro, uma mulher de 22 anos —Mary Helen Coelho Silva— e um homem de 27, vindos de Curitiba em um voo da Qatar Airways. Eles foram presos ao passar pelo raio-X do aeroporto. A polícia não divulgou o nome do outro detido.

Mais tarde, por volta das 13h do mesmo dia, outro brasileiro, Jordi Vilsinski Beffa, 24, foi preso com 6,5 quilos de cocaína escondidos em sua mala. O governo suspeitou que eles fizessem parte de um mesmo grupo porque a droga estava escondida da mesma maneira.

Mary Hellen Coelho Silva trabalhava em uma churrascaria e pediu demissão pouco antes de viajar. Segundo a família, ela disse que iria a Curitiba encontrar um namorado, e eles só souberam que ela estava na Tailândia quando receberam uma mensagem com pedido de ajuda.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo em março mostrou que, um mês após a prisão, a jovem ainda não havia conseguido falar com a família por videoconferência. Segundo afirmou na época o advogado Telêmaco Marrace, um dos responsáveis pela defesa da jovem, ela aguardava a liberação das autoridades tailandesas.

A Tailândia não tem pena de morte prevista para o tráfico de cocaína. A legislação do país prevê prisão perpétua nesses casos, mas apenas se houver opioides misturados ao entorpecente.

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