"Presidência da Interpol é troféu para ditadores", denuncia jornal francês

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A 89ª Assembleia Geral da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) começou nesta terça-feira (23) em Istambul, na Turquia, marcada por uma controvérsia em torno da escolha do futuro presidente do Comitê Executivo da entidade. O favorito ao cargo, segundo o jornal francês Libération, é o general Ahmed Nasser al-Raisi, dos Emirados Árabes Unidos, um militar acusado de promover detenções arbitrárias e atos de tortura em seu país.

Em sua reportagem de capa, nesta terça-feira, o jornal Libération denuncia a crescente influência de governos autoritários na gestão da entidade. Com sede em Lyon, no sudeste da França, a Interpol elege um novo Comitê Executivo a cada cinco anos. Este ano, os 13 membros da direção serão designados pela assembléia geral, composta por representantes de 194 países, na quinta-feira (25).

O jornal francês considera que a escolha dos dirigentes da poderosa organização internacional acontece num contexto de "total falta de transparência". Três concorrentes ao cargo de presidente do Comitê Executivo são conhecidos: o general emiradense al-Raisi, apresentado como favorito; a vice-presidente eslovaca Sarka Havrankova e o nigeriano Adamu A. Mohammed. Mas nem todas as candidaturas foram divulgadas, sublinha o Libération. Quase um século após sua criação, em 1923, a Interpol pode ter, pela primeira vez, um representante brasileiro na vice-presidência. O delegado de Polícia Federal Valdecy Urquiza Júnior disputa a vaga com candidatos da Colômbia e de Trinidade e Tobago.


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