Presidente afegão destaca avanços nas negociações entre EUA e talibãs

Ashraf Ghani discursa para Donald Trump durante uma visita do presidente dos EUA às tropas de seu país no Afeganistão na Base Aérea de Bagram, cerca de 60 km ao norte de Cabul

As negociações de paz entre Estados Unidos e talibãs registraram "avanços significativos", afirmou nesta terça-feira o presidente afegão, Ashraf Ghani, após uma conversa por telefone com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

"Hoje tive o prazer de receber uma ligação do @SecPompeo, que me informou sobre o avanço significativo alcançado nas negociações de paz em curso com os talibãs", tuitou o chefe de Estado afegão.

"O secretário de Estado me informou sobre a proposta dos talibãs de reduzir a violência de maneira significativa e duradoura", completou Ghani.

O primeiro-ministro afegão, Abdullah Abdullah, também expressou otimismo após uma conversa com Pompeo.

Uma fonte do grupo rebelde procurada pela AFP disse que os negociadores americanos e os talibãs se reúnem nesta quarta-feira em Doha para avançar nas conversações iniciadas há mais de um ano.

O jornal New York Times informou na segunda-feira, com base em fontes americanas e talibãs, que o presidente Donald Trump aceitara um acordo com os talibãs sob certas condições.

Os talibãs e o governo dos Estados Unidos negociam uma retirada das tropas americanas do Afeganistão em troca, em particular, de garantias de segurança dos insurgentes, uma redução da violência e a abertura de um diálogo inter-afegão.

A assinatura de um acordo, que era iminente em setembro, foi cancelada no último minuto por Donald Trump após um atentado talibã que matou um militar americano.

Em meados de janeiro, os talibãs enviaram uma proposta de cessar-fogo temporário, mas o governo americano não respondeu de maneira oficial.

Na terça-feira, cinco pessoas morreram em um atentado suicida em Cabul, o primeiro em mais de dois meses na capital afegã.

No sábado, dois militares americanos morreram e seis ficaram feridos em um ataque executado por um soldado afegão no leste do país.

No início do mês, Trump reafirmou publicamente a vontade de retirar as tropas americanas do Afeganistão.