Presidente da Bolívia convida população para jejuar e orar contra COVID-19

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Militares bolivianos patrulham as ruas em La Paz, na Bolívia, em 23 de março de 2020
Militares bolivianos patrulham as ruas em La Paz, na Bolívia, em 23 de março de 2020

A presidente interina na Bolívia, Jeanine Áñez, convocou nesta terça-feira (28) um dia "jejum e oração" contra a pandemia do novo coronavírus, que matou até agora 53 cidadãos bolivianos e infectou mais de mil pessoas no país.

Em uma mensagem divulgada desde a segunda-feira na televisão, a líder de direita chamou os bolivianos para cumprirem "um dia de jejum e oração com a família".

"Irmãos bolivianos, hoje quero enviar-lhes uma mensagem de fé, porque para Deus nada é impossível e estando com Ele, vamos vencer essa pandemia", ressaltou Áñez, que pertence a uma congregação protestante.

Áñez, que deve decidir com o seu gabinete se prolonga ou não o confinamento nacional que está válido até 30 de abril, citou em sua mensagem uma passagem bíblica.

O ex-presidente Eduardo Rodríguez-Veltzé (2005-2006) criticou o convite.

"As orações e bênçãos coletivas aumentam o risco", ressaltou.

O ex-presidente Carlos Mesa (2003-2005), candidato às eleições gerais deste ano, não se referiu diretamente ao convite, mas criticou que "o governo está fazendo muito poucos testes (de coronavírus), e por isso não temos informações concretas da curva de contaminação".

O chefe nacional de epidemiologia, Virgilio Prieto, comentou na última semana que "no momento estamos fazendo mais de 100 testes laboratoriais por dia", uma quantidade considerada insuficiente. O Chile, por exemplo, faz em média 800 testes diários.

As redes sociais se encheram de mensagens contrárias e a favor da iniciativa da mandatária.